Bella (8) hoje veio me contar que segunda começam a ensaiar a quadrilha e que os pares deverão estar formados até lá.
Convidada por um colega, o Lucas, com aquela sinceridade que só as crianças são capazes de imprimir, falou para ele que estava pensando em outra pessoa, portanto iria convidá-lo e se ele não quisesse formariam sim o par.
Chamou então o colega Rafael para ser seu par, que prontamente aceitou. Bella, educada como é, agradeceu ao Lucas e explicou que preferia dançar com o Rafael.
Pouco tempo depois volta o Lucas contando que o Rafael, na verdade, não queria dançar com ela. Então ela responde: “Tá bom uai, então eu danço com você.”
Lucas ficou tão feliz que deu uma das suas 10 revistinhas pra ela, Rafael convidou outra coleguinha pra dançar e tudo ficou bem.
Simples, né? Por que, quando, a gente perde isso?
A vida é assim: uma dança de quadrilha. Corra atrás do que você quer e, se não der certo, arrume um jeito de ser feliz de outra forma. Santo Antônio não tem nada a ver com isso! Não espere as coisas caírem do céu ou você fica de fora da festa.
Olha a chuva! É mentira! Caminho da roça! Anarriê! Cestinho de flor! Cumprimento às Damas! Saudações aos cavalheiros!
E bora pular fogueira!
Beijos,
Laura Barreto
P.S: Os nomes dos coleguinha foram trocados, por nenhum motivo especial, é só porque eu não lembro mesmo! Mas o caso é real!Kkkkk
P.S2: Quer ser o meu par na quadrilha?
Foto: Bella na festa junina 2008.
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
P.S: Tem gente que machuca a gente sem perceber ou pelo menos assim prefiro acreditar…
Ontem conheci um procurador, lá da capital, além de mega inteligente uma simpatia de pessoa! Papo vem, papo vai e então alguém fala que eu sou a maior blogueira de Belo Horizonte. Quase caí da cadeira! Primeiro que a pessoa que disse isso é super formadora de opinião, segundo que não é verdade, terceiro e último, o procurador, conhecia o blog! Caí da cadeira…
G-zuis, Mary and Joseph! O cara trabalha uma média de 12 horas por dia, não tem nem Facebook (como alguém sobrevive sem Facebook?), porque não tem tempo pra isso…mas já leu meu blog e disse ter adorado! É bem verdade que ele pode ter dito isso só por educação, non creo, ele sabia alguns casos, era verdade. Tadinha de mim…pobre alma infeliz fadada ao desatino que dá origem a provas contra si mesma. Depois reclama que não tem namorado. Claro que não, né burrinha? Quem em sã consciência teria coragem suficiente para assumir alguém que expõe todas suas loucuras, problemas e fraquezas desse jeito?
Só um mais doido que eu.. ó que tem,hein? rs
Voltando ao procurador, largo a minha taça de champanhe (ambiente phynno) e imediatamente parto em minha defesa: “Pelamordedeus , hein doutor excelência!? Prestenção no nome do blog – OCIO DO OFÍCIO – portanto é o que eu faço quando NÃO estou trabalhando! OK? Sou limpinha! rs
E sou mesmo, uai! Trabalhando eu sou normal, gente! Sou sim! Quer dizer, mais ou menos, para falar a verdade só um pouco, ou quase nada. Ah sou doida pracaray mesmo! Doidimais! Por isso não desgrudo do Pedro Augusto, meu único neurônio, esse aí da foto.
O mocinho me controla e com isso vamos da favela do Rola Moça ao palácio de Buckingham sem perder o rebolado. De qualquer forma preciso me segurar, algumas vezes a língua é mais rápida do que o Pedro, daí quando eu vejo, já foi.Chamo de sincerocídio…lamento.
Mas profissionalemente tem funcionado. Marquei um almoço de negócios com um grande empresário mineiro em um dos melhores restaurantes daqui da roça iluminada. Cinco, minutos de conversa, antes ainda da primeira dentada na deliciosa entrada e quem mordeu fui eu: Quero pegar a sua conta, tem jeito?
Ouvi em resposta: “Você é direta, hein menina?”
Adorei , se ganhei o cara pela assertividade por outro lado ele me conquistou para sempre com o “menina”. E não é que ganhei? Não a conta toda, mas um pedacinho… já tá bom, aliás está ótimo! Depois o resto é comigo, só preciso mesmo dessa chance, trabalho com base no resultado , me comprometo com o negócio do cliente, divido riscos e sou remunerada assim. Portanto, aqui você deixa!
Mas, ainda sobre o meu problema crônico e indolente de demência progressiva e o contato com o promotor. Não tenho culpa de cair na gargalhada quando numa conversa séria, o “cara” Excelentíssimo Sr. Doutor ( intimidade é uma “m” mesmo, já estou chamando o “meritíssimo” de cara) me fala que fulana de tal não era má, afinal de contas ela nem tinha sido presa ainda. Foi mal, mas é pra rir né? E contagiou, em pouco tempo todo mundo com lágrimas nos olhos de rir do próprio flagelo!
Pelamordedeus, realmente as coisas estão feias pro nosso lado, referência em BSB é se já foi preso ou não!
Eu então sou gente boníssima, posso até ser interditada por excesso de sinceridade um dia, mas presa NUNCA! Bem, melhor eu ficar quietinha no meu canto, eu não ouvi nada, eu não sei de nada! Cega, surda e muda…e blogueira nas horas vagas! Acho que está virando ofício, daqui a pouco troco o nome e ficaremos então com o ofício do ócio, seja regado a espumante, cachaça ou refresco de uva! O importante é se divertir e ser feliz, por isso eu sou assim: atrapalhada.
Já calei a boca, Pedro Augusto! Me deixa!
Beijos, muito trabalho e uma ótima semana para todos nós,
Sou muito abençoada, tenho duas filhas lindas, saudáveis e inteligentes. Razões da minha vida.
Só temos a real dimensão do que é o amor materno depois que nos tornamos mães. É imenso, gigante, infinito, maior do que nós mesmas.
Hoje entendo porque minha mãe lutou tantos anos contra um determinado câncer, ela não queria deixar as suas crias…Um amor que só não é maior do que a morte. Mas que resiste a ela, permanece no coração de quem fica, acho que até aumenta.
Converso e ouço minha mãe diariamente, penso o que ela me diria em todas as situações. Tento ser forte como ela e acreditar em milagres para dar conta de tudo. Tem funcionado.
Em datas como hoje ficou feliz por ter minhas pequenas comigo, ao mesmo tempo dá um nó na garganta e uma solidão difíceis de controlar. E aí mais uma vez me lembro da D. Letícia, da sua gargalhada, do seu cheiro, do seu beijo e da sua força. Vai dar tudo certo!
Sinto muito a sua falta, mãe. Fora as suas netas, trocaria todos os presentes do mundo por mais um beijo seu…
Um dia nos encontraremos novamente, tenho certeza, enquanto isso deixo a saudade guardada no coração, que é o lugar dela e sigo em frente, com o meus dois milagres e a força maior do mundo: O amor de mãe.
Laura Barreto
Fotos: Nena (7) e Bella (8), hoje pela manhã e os cartões que fizeram para mim. Isabella e Helena, meus milagres. Obrigada filhinhas!
Tive uma semana daquelas, frenética, contagiada pelo ritmo paulista…
E lá estava eu, de pé as 4h da matina, me aprontando para pegar um vôo äs 7h rumo “capital”, não a federal, mas a de fato. Participando por convite de uma importante concorrência, iríamos eu e meu diretor, apresentar uma campanha para uma das maiores empresas do Brasil. As 6h descubro que, por motivos alheios a minha vontade, a reunião havia sido adiada.
Voltei pra cama, triste… Afinal de contas foi muita dedicação. Tivemos só 4 dias para elaborar o que tenho certeza ser um dos melhores trabalhos que já fiz na vida. Fiquei o sábado inteirinho no escritório, levei Isabella (8) e Helena (7) comigo porque não tinha com quem deixar. As duas me surpreenderam e, além da educação de sempre, não reclamaram um segundo sequer. Entendem que a mamãe precisa e gosta de trabalhar. Obrigada meninas.
No dia seguinte conseguimos reverter a situação! Vamos apresentar sim! Eu disse vamos? Não Laura, você vai! Ai Gzuis, Mary and Joseph!
Então é aquela loucura de remarcar horários, passagens e fazer os últimos ajustes. Porém havia um outro problema, marquei outra reunião com uma empresa de SP aqui na roça iluminada que tanto amo (BH) para apresentar um fornecedor que eu havia indicado.
Ok, liguei para as pessoas chave e alinhei que não estaria presente mas que o fornecedor os receberia, e lá fui eu para o aeroporto.
Porém, e reafirmando o karma a mim imbuído, nada nessa vida pode ser fácil… Vôo cancelado. Vôo cancelado? Como assim vôo cancelado? Tem hora marcada, se não chegar a tempo estamos fora da concorrência. Gzuis!
Ok, nada de desespero: Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Sorrindo, mas com a boca tremendo de vontade de chorar, explico para a supervisora da companhia aérea que era uma questão de empregada ou desempregada (e era mesmo, eu tinha resolvido encarar o desafio por minha conta e risco e convenci a todos de me deixarem ir).
Corre daqui, endossa dali, vai correndo para a sala de embarque e pronto. Agora era só chegar naquele mundão de cidade e fazer a minha parte. Ahã… isso se fosse com qualquer outra pessoa, mas eu nunca estou sozinha, ela estava indo comigo, esqueceram? A Lady Murphy! Sentadinha do meu lado, 17D e 17E.
Foda-se, deixa ela, tenho mais o que fazer, pensei…
Liguei o Ipad para dar uma última estudada na apresentação com 123 slides (sem força de expressão). Ela pegou! A vagabunda da lady tirou tudo! O Ibook não abriu nem com reza brava. Ok! Mais uma vez nada de pânico: Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!
Claro que eu tinha mais 2 back ups, além de um providencial envio via “dropbox”! hahahaha Não nasci ontem não mocinha, te conheço!
Sem o material para estudas e com uma hora de vôo, vamos escrever. Reescrevi meu roteiro todo e ainda completei com algumas informações. Pronto, chegaria em SP com meia hora de folga. Tudo certo.
Certo? Não… O taxista conseguiu errar o caminho com GPS! Fala que não é coisa da piranha da lady murpy! Inacreditável. Sabe o que significa fazer um “retorninho” na capitar? Pode ser até mais perto que o “ali” de mineiro, mas sem dúvida é mais demorado!
Ok, vamos mais uma vez de resiliência…Solução: Não mato o taxista, ligo na empresa, descubro referências e chego! Ufa, somente 5 minutos de atraso, tolerável!
Agora lady, me dá licença porque é a minha hora: show time!
E posso falar? Arrasamos! Quando a gerente pede um intervalo na apresentação para convidar a diretora de marketing nacional para assistir porque estava “valendo a pena”, meu salto passou de 10 para 15! Cheguei até o final, segura e confiante, por um único motivo: amo o que faço!
Quase perdi o vôo de volta, mas tive o privilégio de viajar com Dadá Maravilha, o único jogador de futebol que parava no ar para cabecear! Um gênio do futebol, uma simpatia de pessoa e mais, atleticano! Cara de pau como sempre, dei logo um abraço apertado e pedi para tirarem uma foto, que tremeu, pena, mas ta aí.
Chego em casa meia-noite, cansada… e sou recebida com um uníssono: Mamãe!
Abraços e beijo minhas pequenas e depois de um merecido banho, dormimos as 3 juntinhas.
Poucas horas de sono e lá vamos nós novamente. Telefone toca, quem era na outra linha? Uma mensageira da lady.. Sim ela, Murphy, lady Murphy! Lembram daquela reunião que comentei no início do texto, que alinhei com o fornecdor de receber o povo? Pois é , por um desencontro e e-mails mau interpretados, o fornecedor não apareceu. O povo veio de SP e ninguém os recebeu! E quem ficou queimada? Euzinha…
Até chorei. Sou muito brincalhona com tudo e todos, mas se tem uma coisa que levo a sério é o meu trabalho, afinal de contas, vivo dos meus contatos. Eu sou minha maior propaganda. Não posso errar.
Por isso mesmo não rola de fugir, passei o bom e velho Óleo de Peroba e dei minha cara a tapa. Ouvi e podem saber que não foi pouco, merecido. Mas, acredito que justamente por ter assumido o erro, recebi outra chance. E lá estarei eu, em um dos mais charmosos eventos do Brasil, ao lado de outra grande agência. Oba!
Se ela vai comigo? Claro, Lady sempre vai, ela é infalível! o negócio então é se cercar e dar a volta nela. Todo mundo pode dar, basta ter vontade e motivos para acreditar. Eu tenho,dois!
“Vamu que vamu”! Vai dar tudo certo!
Laura Barreto
P.S: Se ganharmos essa concorrência prometo uma foto “a la Dieckman”! Achou que era pelada? Não, com cara de bunda! kkk
Voltei, aliás “voltamos” , e com estilo! Eu para minha amada e super esperada aula de gastronomia da minha xará e autora do blog – Laura Tomás Gourmet – e ela de Nova York.
Não sei quem está mais feliz, ela com o recém inagurado espaço gourmet e suas dezenas de facas e panelas coloridas, ou eu por finalmente poder voltar a me dedicar á esse tempo que é só meu. Aqui é o meu momento de aprender, encontrar os amigos, degustar pratos e sobremesas sensacionais, esquecer do mundo lá fora e ainda por cima escrever ! Isso sim é unir o útil ao agradável! Aqui me sinto assim, em casa.
O mundo realmente dá muitas voltas, mas, sem dúvida nenhuma, voltar pra casa é sempre gostoso. Nesse caso em particular, DELICIOSO!
Pique o salmão à faca e tempere-o com sal, molho de pimenta, azeite e pimenta branca. Adicione o suco de limão e o gergelim. Recheie um anel metálico de aproximadamente 12 cm de diâmetro com a mistura de salmão e coloque no centro de um prato. Junte as ovas de arenque e retire o anel. Decore com azeite, pingos de redução de balsâmico e manjericão.
Redução de Balsâmico: numa panela, junte a água com o açúcar e o aceto balsâmico leve ao fogo e aqueça por 5 minutos.
Opção 1: No tartar de salmão, acrescente 1 pêra madura cortada em cubos, erva doce fresca picada o quanto baste e brotos de alfafa picados a gosto.
Obs: Esses da foto fui eu que fiz!
Abaixo, o espaço gourmet são as aulas. Olha que lindo!
Desde o início da semana, talvez ou também por causa de uma campanha em que estou trabalhando, um poema não sai da minha cabeça, na verdade um soneto, mais especificamente uma única estrofe. Me pego repetindo, sem perceber, às vezes em voz alta, como um mantra, até na frente dos outros:
“De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento”
“Soneto de Fidelidade” do poetinha – Vinícius de Moraes -um dos meus prediletos! Então, na minha desordem e com toda licença poética que me cabe , inverto os versos e os torno “ inversos”:
“Serei atento, de tudo, ao meu amor
Tanto, antes e sempre, com tal zelo
Que dele se encante meu pensamento mesmo em face do maior encanto.”
A loucura não pára aí ( meu “pára” terá assento para sempre), chega Luís de Camões na área, com sua cara de Didi Mocó e musicado magistralmente por Renato russo e me lembra que o amor é mais do que isso…
“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.”
Só posso estar pirando, gente! Socorro!
Quem chega para me salvar? Ele, vestido de Champolim Colorado, o querido e destemido Pedro Augusto, meu único neurônio, usando uma capinha vermelha e um martelo de carne na mão que é para colocar ordem na casa!
Ufa! Até que enfim, ele tem razão, não tenho tempo nem inteligência pra isso! Fazendo tipo pra quem Laura? Camões pra você é a segunda pessoa do singular em “ingrêis”:
Verbo Come On
Eu: come on
Tu: come ons
Portanto, Luiz Come ons…(Gzuis, a coisa é grave, estou piorando a olhos vistos!)
Muda o foco Laura, muda o disco! Você tem que apresentar essa campanha amanhã! Para pessoas normais! - grita Pedro.
OK, vamos lá: “É o amooooorrrrrrrrr que mexe com a minha cabeça e me deixa assim…”
Ah não, aí vou apelar, trocar Camões e Vinicius, por Zezé de Camargo e Luciano é demais! Vai te catar Pedro! Tenta novamente cara, você é melhor do que isso! Mostre pra que veio, sujeito! Afinal vc é uma célula nervosa ou um pedaço de “M”!?( às vezes tenho minhas dúvidas)
Tire esse amor da minha cabeça, vai? Pufavor! Tá valendo até “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola picles num pão com gergelim! É Big Mac!
Vixe, lembrei do slogan: “Amo muito tudo isso!”
Détis enofi! No mór brouquem rartis! Camon! Au tugueder nau! (leia com sotaque, por gentileza, tanquis)
Não entendeu? Non hablas ingleix? Vou traduzir: Chega! Nada de corações partidos! Todo mundo together, now!
Well, bem, voltando ao assunto, Pedrinho querido, qualquer coisa está valendo para tirar Vinícius e Camões da sua casinha – essa cachola oca – meu amor. Quer dizer, meu amor não! Pelamordedeus! Vamos trocar o “meu amor” por meu…. meu, meu?
Ah, é AMOR mesmo! Desisto!
Então vamos de Vinícius e Camões ao som de Renato, não o Aragão, mas o Russo! Outro gênio, misturou tudo e acrescentou ainda a Primeira Epístola de Coríntios (não confunda com o Timão, nem muito menos com arma de fogo automática, por favor) e criou essa maravilha que é Monte Castelo.
Desculpa gente, mas o amor não sai mesmo da minha cabeça!Nem do coração…acho que é saudade.
Mesmo porque é só o amor que conhece a verdade. É só o amor!
Pensando em cometer sincerocídio hoje… vou sim, azar.
Uai gente, quem foi que determinou que todo mundo tem que gostar das mesmas coisas? Acho isso uma bobagem! Ser normal é chato! É doença e tem nome: Normose.
Somos impelidos a sermos “normais” como condição sine qua non para uma vida em sociedade. O indivíduo “normal”é magro, trabalha 40 horas por semana (em função do fim de semana e de pagar contas), bebe somente socialmente, veste-se de acordo com a moda, freqüenta os mesmos lugares que os demais “normais” e aparentemente não tem problemas.
No campo pessoal os elementos “normais” matêm relacionamentos perenes, alegres e saudáveis ( mesmo que não). No caso dos homens, casam-se como uma mulheres alguns anos mais jovens e da mesma classe social, o mesmo vale para as normais, só que essas ainda são obrigadas a terem filhos. G-zuis! Como são felizes os normais!
A angústia de não alcançar essa “perfeita normalidade” gera doenças, bulimias, depressões e lota consultórios… Isso sem contar na inveja, no apego material e consumismo para compensar todas as frustrações, uma verdadeira bola de neve.
Do meu ponto de vista a “normose” deveria ser assunto para saúde pública, já pensei até o slogan da campanha: “O ministério da loucura adverte: A NORMOSE MATA!”
E digo mais, pare um minuto e relacione pelo menos 5 pessoas que você admira de verdade (pode me colocar aí no meio, hahaha). Garanto que todas elas são pessoas com personalidade forte e que de alguma forma fugiram do modelo “bovino”. Criaram a sua própria “normalidade” e não fazem questão de fazer disso uma nova fórmula de felicidade.
Então ficamos assim: Diga não à Normose! Cada um que crie o seu normal e “bora” ser feliz!Por que não?
Eu, que não sou nem um pouco mesmo, aproveito para confessar: Fumo um cigarro de menta às vezes sim e adoro… Conto piadas politicamente incorretas, adoro tomar um gole e prefiro cerveja do que champanhe. Não finjo que entendo de vinhos e o bom é aquele que eu gosto.
Refeito do beque? Ops,quer dizer, do baque? Vou continuar e a coisa piora, hein?
Adoro (amo) crianças, mas não tenho a menor paciência para neném. Se fosse rica NUNCA mais trabalharia, ia viver escrevendo, lendo, fazendo ginástica, viajando e torrando minha grana em bolsas, roupas e sapatos. Sou desapegada mas com muito bom gosto, uai!
Adoro gente que ri alto e fala palavrão com naturalidade. Falo muito palavrão… e que se foda.
Não guardo data nenhuma, não ligo e não sei o dia nem do meu aniversário… Assim como não lembro o nome de quase ninguém e muitas vezes nem sei de onde conheço, mas falo isso na cara.
Quando gosto não chifro, mas chifrei demais nessa vida! Levo a sério o ditado que diz que “onde se ganha o pão não se come a carne”, mas sei muito bem que pão com carne é uma delícia. Acho que nunca gostei de ninguém de verdade (só de uma pessoa), mas estou em vias de me apaixonar ( se eu quiser).
Não acho errado ficar com “ex-qualquer-coisa” de amiga, já até escrevi sobre isso: ninguém tem “plaquinha de ativo” de ninguém. Acabou, acabou! Podem levar todos os meus ex !( não sei como é o plural de “ex”, e põe plural nisso! hahaha)
Não minto, mas não é porque que sou boa, aliás, eu não sou boa. Só não minto porque não tenho memória o suficiente pra isso…Mas por outro lado não guardo mágoas também.
Adoro tomar sol e ficar esticada sem protetor nenhum que nem um calango na laje. Eu uso a minha laje!
E agora segura, agora sim vai ter neguinho de cabelo em pé e mesmo correndo risco de perder grande parte dos meus leitores, vou contar um segredo, sincerócidio: Eu DETESTO os Beatles!
É, definitivamente eu não sou normal e de normose eu não padeço, esse risco eu não corro. Sou esquista mesmo, mas sou feliz e viva o Michel Teló! hahahaha
“A potência intelectual de um homem se mede pela dose de humor que ele é capaz de usar.”
Friedrich Nietzsche
Ufa, finalmente descobri!
Descobri porque não estou conseguindo escrever tanto quanto gostaria! É o emprego novo! Pelamordedeus, achei que minhas cotas de imaginação e criatividade estivessem se esgotando. Que desespero,gente! Quem não é privilegiado esteticamente tem que ser divertido e inteligente…Não que seja o meu caso. rs
Mas não, não foi o caso mesmo! Muito pelo contrário, a mente humana foi muito bem bolada e, quanto mais você usa, melhor ela fica! Pena que nem todo mundo saiba disso ou coloque em prática com a devida frequência…
E não, não estou reclamando do novo emprego ou de excesso de trabalho, muito pelo contrário, acho que finalmente me encontrei profissionalmente!
Ah, se vocês soubessem como eu gosto de fazer o primeiro contato, fechar uma nova conta, participar do “briefing” e do processo criativo. Gzuis, isso é que é vida! ADORO até os clientes chatos! De verdade, gosto de “gente”, me divirto colocando em prática o “people watching”. Tem cada peça por aí! rs
Pedro Augusto – meu único neurônio – está super feliz, se achando um verdadeiro artista…tadinho, patético. Fica aqui a figura com um bigodinho grotesco desenhando debaixo do olhos (ele não tem nariz), dizendo ser a reencarnação de Salvador Dali, com o bom humor de Nietzsche e a inventividade de Leonardo Da Vinci. Que dó! Corta uma orelha também neurônio Gogh aparecido duma figa!
Mas dá pra entender, a celulinha nervosa bolou uma campanha todinha, passando pelo conceito, mídias, estratégia, ações digitais, urbanas, chegando até à linha da campanha de incentivo de vendas. Colocou tudo no papel de uma única tacada, numa noite dessas de insônia. Daí é só passar pra criação e voilá, quem sabe não ganhamos mais essa!? Adoro isso, adoro!
E posso falar? “Moléstia” à parte, criativo o bichinho é mesmo! Lesado, esquisito, sobrecarregado, mas tem uma imaginação que vou te contar!
Por isso não tem sobrado muito tempo para contarmos por exemplo um caso engraçadíssimo de uma amiga que “remunerou o pequeno primata” em Paris (rico não paga mico), ou outro onde fui responsável pelo enriquecimento ilícito do King Kong, ligando para uns e outros em total estado de embriaguês (que tristeza). Menos ainda de um aperto sanitário recente (existe algum primata maior que o King Kong? Godzilla é réptil, né?), entre outras “cositas” básicas do meu dia-a-dia. Daquelas, que só acontecem comigo e que às vezes nem eu acredito.
E quer saber do que mais? Agora, perdi a vergonha de vez! E só paro de contar quando eu quiser. Afinal de contas você não manda em mim, não pedi para nascer e ninguém paga as minhas contas, viu?
Resolvi até revelar publicamente um recente e vergonhoso flagelo sanitário! Ah mas vou! Garanto que você vai repetir meu vexame ao ler, só que de rir.
Vou sim Pedro Augusto, me deixa sô! Mas outro dia… e se eu tiver coragem mesmo, porque esse foi bruto! Vergonha alheia é pouco, King Kong é bichinho de estimação.
E olha que tem mais nas gavetas hein… Será que tem namorado na área? Não, Laura, deixa isso pra lá pelamordedeus!
Então, e no clima de agência, fica aí um “teaser” dos próximos pots:
- Estado civil atual: xá pra lá!
- Banheiros: Nunca deixe para depois o que você pode fazer agora…nesse segundo.
Enquanto isso, é deixar a criatividade tomar conta! Da minha vida e da de vocês! (The End, créditos, entra o break)
Beijos,
Laura Barreto
P.S: Amanhã a gente se vê no lançamento da Veja BH.
Uma semana sem escrever…e que semana! Fiquei desempregada, 2 dias, mas fiquei. Dei um passo equivocado saindo de onde estava há dois anos e indo para uma área que não domino. Infelizmente não dei conta…estava triste, cansada, sem tempo pra nada e frustrada.
Caguei, uai! Acontece!
Precisava reconhecer o erro o quanto antes, até para não ficar mal com quem me deu a chance e vinha investindo tanto em mim. Não seria justo ou ético comigo e muito menos com eles. Então, e apesar de toda minha “precisança”, saí de onde estava.
O fato de ficar desempregada é o suficiente para pirar a cabeça de qualquer pessoa “arrimo de família” com compromissos financeiros inadiáveis. Não saber se vai ter como pagar o básico é foda! Quem já sentiu isso na pele sabe do que estou falando…de tirar o sono de qualquer um.
Desse jeito, sem computador e com a cabeça a mil, precisei reunir todas as minhas forças em busca de saídas. Por isso o blog ficou em último plano… não ganho nada além de amigos e uma cabeça mais organizada com isso aqui. Meu exercício freqüente de auto conhecimento e resiliência. Peço desculpas aos leitores assíduos e tenho certeza que me entendem. Aproveito também para agradecer todos os e-mails e ligações (mesmo as que não foram diretamente para mim) que recebi no período, me fizeram muito bem! É bom saber que ainda tem quem se importe.
Por outro lado, aos curiosos, invejosos e maldosos de plantão, reforço: Não fui mandada embora. Eu saí.
Aliás, posso me orgulhar em dizer que em 20 anos de profissão nunca fui demitida nem muito menos deixei qualquer porta, ou portinhola que fosse, fechada.
Então, e como dizem, aquela era a hora de achar a nova porta que iria se abrir e ela tinha que se abrir ou eu derrubaria uma parede se preciso fosse!
Isso tudo foi na terça passada, na sexta abriram-se as portas da esperança, na segunda eu estava trabalhando novamente e hoje já estou, literalmente, equipada!
Não, o Silvio não jogou aviãozinho de dinheiro pra mim, nem me arrumaram nada com “peixada”, muito pelo contrário…tive que declinar um convite para não correr o risco de cair nesse tipo de julgamento e respingar em pessoas que amo.
E aí a porta se abriu, na minha cara! Aliás, acho que sempre pude abri-la, só faltava falar as palavras certas.
Que “Abra-te Sésamo” que nada! Não tem mágica nem sorte nenhuma nessa história, pelo contrário, tem muito esforço, ligações e “bateção” de perna. Mas tem palavras certas sim, são elas: “Eu quero”, ”preciso”, ”posso” e “consigo”. Fora, é claro, as tradicionais “por favor” e “muito obrigada” –essas últimas nunca saem de moda. Garanto!
Tinha que dar certo e, se tudo desse errado, sei a quem recorrer, fome e necessidades nunca nem eu ou as meninas passaremos. Já dormi em um colchonete no chão durante dois anos e jamais contei isso antes ou tampouco reclamei…mas nunca faltou NADA para elas. E foi assim que aprendi que se tem alguém que pode solucionar os meus problemas e é responsável pela minha felicidade, de verdade e sem desmerecer a ajuda de ninguém, muito pelo contrário, sou eu… e só eu.
Sim, nunca tive medo de trabalho, quando morei fora lavei muito banheiro e servi mesas, nada que eu não pudesse fazer novamente. Pronto, primeira porta encontrada.
“Para quem trabalha não falta trabalho”, frase que minha mãe sempre dizia e que foi meu mantra nesses dias de aflição.
Bem, lavar e servir podem ser opções, mas não me agradam, confesso. E como conheço muito o mercado, sou pós graduada, falo outra língua e fechei mais de 50 clientes em dois anos, essa seria a última opção, mas nem por isso descartada. “Moléstia” à parte,claro que apareceria outra coisa, eu sou FODA! (só tenho coragem de falar isso agora!) rs
Falando sério, a verdade é que além disso tudo, tenho ainda duas molinhas no fundo do meu poço: Isabella e Helena. Posso garantir que não existem estímulos maiores do que esses. Essas sim fazem qualquer um voar mais que RedBull
Pois bem, é isso! Deu tudo certo, estou de volta ao mercado, muito bem recolocada, diga-se de passagem! E, se dei um passinho pra trás, foi só pra tomar impulso! Segura!