Archive for Filhos

Refil de Amor Eterno

Filhota Nena (11) fazendo Para Casa e a mãe perturbando:
– Filha, tô achando que o seu amor acabou! – provoquei.
– “Acabou sim, tem que comprar um refil de “Amor Eterno”. – respondeu sem tirar os olhos do caderno.
– E onde que vende, filhinha?
– “No “pospiranga”, vai lá, vai…”

Não deve ser fácil ser filha minha, mas a gente se dverte! Amo!

A visão das lagartixas…e a vida real.

“Mamãe, sabia que as lagartixas enxergam 15x mais do que a gente, só quem preto e branco?”

-É filhinha? Que legal! – respondo olhando pra essa porcaria de celular enquanto esperamos o escolar às 6:20h da matina.

– “É sim, e tem uma indo em sua direção…”

Pronto, tensão total, adrenalina no topo! Nem se fosse uma cobra, um rato ou um tiranossauro rex o efeito seria tão devastador…Para o meu pavor minhas filhas não têm nojo e lá foi a destemida Bella tentar pegar o asqueroso dragão de Komodo! Socorro, vou morrer!

Bella chorou de rir e a “bibibha”, como minhas pequenas chamam os dragões, fugiu…ufa!

Moral da história: Devemos prestar mais atenção ao que esta à nossa volta, do nosso lado…a vida real está acontecendo enquanto você está lendo isso aqui. (E pode ter uma lagartixa no seu pé! arghhh)

LB

A Vida é Um Sonho II

Mais uma semana, a penúltima de novembro…

Eu não sei pra vc, mas pra mim depois da Copa o tempo deu uma acelerada e quando pisquei, bum, decoração de natal nos shoppings.

Nessas horas dá vontade de voltar a ser criança, quando os dias eram longos, um mês era tempo demais e um ano praticamente a eternidade…

Acredito que essa sensação de urgência maior a cada dia nos foi providencialmente dada para que a gente se lembre, diariamente, que a vida passa rápido sim, e que a cada segundo seu fim está mais próximo.

Nós, ocidentais, não gostamos de falar da morte e, apesar de tudo, a negamos veementemente no dia a dia…

Mas ela está ai, queira vc ou não, nos rondando o tempo todo (e não adianta falar: “credo Laura, isola” e nem fazer o nome do Pai).

Também não precisamos ficar com isso na cabeça o tempo todo (isso sim: isola), o importante é só lembrar para agradecermos o fato de estarmos vivos e, se o tempo passa cada vez mais rápido, façamos dele pois o melhor que pudermos.

“Não tenhamos pressa mas não percamos tempo” – como li em algum lugar.

Nesse final de semana um rapazinho de 11 anos falou: “já parou pra pensar que isso tudo aqui pode ser um sonho?”

Então contei pra a ele e pro resto da turminha (da mesma faixa etária) resumidamente, é claro, “A vida é um Sonho” , de Shakespeare.

Fiquei impressionada, pois um pedia silêncio ao outro para prestar atenção e, apesar do final trágico, em seguida estavam todos correndo, rindo e brincando.

Porque, se isso tudo for um sonho, fazer com que seja bom, só depende de nós.

Bom dia e uma ótima semana!

LB
P.S: Foto da turminha que, como eu, está vivendo um sonho bom.

Tratamento antigo para o moderno “bullying”

Quando minha filha tinha 4 ou 5 anos, invariavelmente ela chegava em casa reclamando de um coleguinha bruto. Falei com ela para falar com a professora. Daí,  como não diminuíram as “agressões”, fui pessoalmente me queixar junto a escola.

Mesmo assim, como acontece com várias crianças, um dia ela chegou mordida.

Aí resolvi intervir sem psicologia nenhuma, do meu jeito… e ensinei:
“Filhinha, quando esse menino vier te amolar, você vai fechar a mão e bater com toda sua força no pinto dele, esse golpe se chama “soco-pinto”. Ela riu e encerramos o assunto.

Dia depois sou chamada na escola, a coordenadora então relata que a Helena quase nocauteou o tal colega porque ele a jogou no chão na fila do bebedor, ela então revidou com o “soco-pinto” e disse que eu que havia ensinado/ mandado.

Mandei mesmo, e mandaria de novo… contei então das várias tentativas de solucionar o problema pacificamente e, no final, acho que cheguei a ver até um sorrisinho na cara da coordenadora.

Aqui não meu irmão, bullying com as “Barretos” a gente resolve é assim!
Nunca mais o menino chegou perto dela…

LB

No Caminho Certo

 

Bella (10) me liga:

– “Mamãe, meu aniversário é mês que vem, lembra que te pedi festa? Pois é, abro mão da festa e de presente”

– Por que filha, o que você tá querendo? – interrompi meio sem paciência.
– “Nada mamãe, não é pra mim, é que o gatinho da minha colega morreu e ela está muito triste, então e se você concordar, quero usar o dinheiro para comprar outro pra ela.”

Preciso falar que chorei? E lá vou eu conversar com os pais para saber se podemos ou não dar outro gatinho (adotado de preferência) para Catarina…

 

Laura Barreto