Tive febre essa noite, alta, e por isso não sei se foi sonho ou se delirei…mas o fato é que em um momento de devaneio total tornei-me responsável por todas as respostas do Google, de verdade!
Acordei (ou voltei à realidade)atordoada, teria eu falado tamanha imbecilidade para alguém? Aquilo tinha acontecido ou não. Eu JURO que não sabia! Tinha impressão que sim…
G-zuis, que desespero !
Tentei conter minha mente , mas ela estava a mil, Pedro Augusto, meu único neurônio, descontrolado, batia de um lado pro outro, que pesadelo! Coração disparado, enjoo, tremedeira, parecia que eu estava drogada, merda total.
“Estou ficando louca!” – pensei
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo: dengue, febre, fraqueza, saudade das filhas que ficaram o carnaval com o pai, mudanças profissionais, babá que vai operar, gente que sumiu que aparece (muito obrigada por sinal) e gente que sempre aparece que sumiu (decepção, ou não…),medo das mudanças, fora outras coisas igualmente ou mais pesadas e impactantes que não vêm ao caso, como dinheiro por exemplo. E, de repente, biiiiiimmmm, TILT geral !
Que pavor, ainda bem que foi rápido, coisa de minutos no máximo, e que o Pedro existe! Mesmo sem saber meditar, ele me fez sentar na posição de lótus e respirar fundo, esvaziei a cabeça e aos poucos fui colocando os pensamentos em ordem.
“Foi só um “biziu” Laura, foi só um “biziu”!” – repetia pra mim mesma. Finalmente me acalmei. Falha na matriz, pura ansiedade!
Parece que tive um surtinho histérico básico… assumo. O primeiro do tipo e espero que o último da minha vida! Troço estranho sô. Gostei não… Se eu não tenho vergonha de contar? Claro que sim! O povo já não me acha muito normal, ainda cismo (de verdade) uma manhã que sou o Google, boa coisa isso não é!
Depressão? Que nada! E pobre pode lá ter essas coisas? No máximo um “maudosnelvo”, e passageiro!
Falta de cerveja, carnaval de cama, pode ser isso! Bem provável…crise de abstinência.
Bem para voltar ao “norma”, fiz um exercício mental que aprendi com a amiga Carla, que sou fã e a quem recorro quando preciso de conselhos profissionais. Imaginei o pior cenário. Seria possível administra-lo? Eu dou conta desse quadro? Sim!
Pronto! É só o que interessa, de volta a “anormalidade” usual.
Para encerrar lá veio o Pedro novamente, dessa vez bravo:
“Que medo é esse Laura? Nem estou te reconhecendo, os problemas sempre estiveram aí e todo mundo tem! As mudanças são pra melhor mulher! E se não derem certo a gente tenta novamente. Saindo da zona de conforto, né? Eu sei, a gente se acostuma até com coisa ruim e sair até disso não é mole mesmo não, mas a gente dá conta!”
Pedro está certo, não tenho todas as respostas do Google, nunca terei e nem quero! Mais do que isso, algumas perguntas simplesmente não podem ser respondidas nem por ele, estão além da nossa pretensa e, como diria Affonso Romana de Sant’Anna,” idiota objetividade”.
Vamos, portanto, devagar, resolvendo cada coisa a seu tempo e sem surtos, pelamordedeus!
Laura Barreto
Os idiotas da objetividade
* Por Affonso Romano de Sant’Anna
Os idiotas da objetividade
neste momento estão somando
dois com dois e achando quatro.
Os idiotas da objetividade
acham que basta andar em linha reta
para se chegar a alguma parte.
Os idiotas da objetividade
estão construindo obras
“com rigor impecável”
e a isto chamam arte.
Os idiotas da objetividade
se julgam puros
e de certas coisas têm horror:
ao excesso
ao pecado
e, evidentemente
- ao amor.
Desde que mudei para o apartamento que moro hoje fiquei encantada com o meu chuveiro. Quê que tem gente? Não sou estranha não, pelo contrário, é que adoro tomar banho e o meu chuveirinho querido, com aquecedor Cardal ( na parede, saca?) me proporcionava banhos com “toneladas” de água quentinha. Um espetáculo!
O que as pessoas realmente querem dizer com os e-mails de despedida… Texto órfão, coisas de internet (
Alerta, alerta! Crise de ansiedade nível 9! G-zuis, Joseph and Mary! Pedro Augusto, cadê você meu anjo? Esse meu único neurônio sempre some quando eu mais preciso dele…

