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A emoção de entrar e estar em quadra!

Foto: Minha foto com Nadal!.As invejosas dirão que é uma montagem...Entrei em quadra ontem, sim, eu entro em quadra!

Vi Nadal jogar, de pertinho, podia ouvi-lo e não havia uma TV entre nós. Meu deus, quanta alegria!

Mas, não foi essa minha emoção maior.

O que me emocionou e emociona sempre, são as lembranças e as coisas que marcam as nossas vidas para sempre.

Minutos ou segundos de felicidade que fazem tudo, tudinho mesmo, valer a pena.

O que me emocionou foi a lembrança de um desses momentos, quando consegui levar minha mãe, já na cadeira de rodas em virtude de um câncer que a venceu mais tarde, para assistir o então famoso Jaime Oncins jogar.

Ela, apesar de nunca ter jogado, me ensinou a gostar de tênis e de todos os outros esportes.

O que me emocionou foi lembrar da garra, da força e da determinação, de vê-la “entrar em quadra”, na da vida, e não desistir do jogo até o último ponto…

Vibrando com as vitórias, sofrendo com as derrotas, porém, e ao contrário de muitos, jogando limpo, com muito “fair play”.

Vivendo e sendo feliz, do jeito que fosse, até o final da partida. Até a partida…

E o “jogo”, meus amigos, um dia terminará para todos nós…então, entre em quadra pra valer e divirta-se, porque isso é viver.

Deu saudade,deu alegria, deu Nadal!
E eu, estou em quadra, vivinha!

Laura Barreto

Dilema da Copa

Em 2014 eu gostaria, de verdade, de me orgulhar de ser brasileira…

Mas não pela Copa do mundo, que sim, nos trará divisas, gerará visibilidade mundial, o que é bom para o turismo (ou não…) e deixará um “legado” (não aguento mais nem ouvir essa palavra, infelizmente associo imediatamente a roubalheira, propinas, superfaturamento, etc).

Bem, não sei se quero de verdade -como ando dizendo- que o Brasil perca a Copa, gosto de futebol, tenho duas filhas, gostaria de viver um momento desses com elas…

Acontece que é justamente por causa delas que talvez seja necessário (ou imperativo) “perdermos para ganharmos”.

Porque mais do que a lembrança de uma vitória “em casa”, gostaria de ver essa casa arrumada para elas.

Gostaria de me orgulhar e ter a convicção de que, em um futuro próximo, a saúde e a educação realmente irão funcionar. Que elas, ou os filhos delas não correrão o risco de ficarem deitados no chão de um hospital imundo…

Gostaria de poder andar com os vidros do carro abertos e deixá-las ir até a padaria da esquina sem ser acometida pelo pavor da violência. O medo (maior do mundo) de se perder um filho…

Em 2014, gostaria de me orgulhar de um Brasil que acordou em 2013 e que foi as ruas, sem violência, gritar para o mundo que basta! Não de me envergonhar e sofrer junto com a morte de um pai de família, trabalhador, assassinado por “manifestantes” pagos…

Em 2014, mais do que a Copa do mundo, gostaria de me orgulhar de ver a justiça realmente punindo políticos corruptos, que os impostos (entre os mais altos do mundo) fossem realmente bem aplicados.

Então é isso, abro mão da Copa, prefiro que as minhas filhas tenham a lembrança dessas mudanças e a perspectiva de um lugar melhor para se viver e um país de que possam se orgulhar do que a de um “caneco” da FIFA, que em mais 4 anos passará de mãos em outra Copa, provavelmente realizada em outro país (como o nosso) burro, dominado e pouco democrático…talvez a Venezuela que nosso ex presidente tanto defende, ou quem sabe a “revolucionária” Cuba que Dilma tanto ama! Isso seria novidade!

É, definitivamente em 2014, espero me orgulhar sim, mas não da Copa e sim das eleições…

Chega! Basta!

A ilusão petista de um Brasil sem miséria já não cola mais, precisamos que a economia cresça e que as ações sociais assistencialistas sejam cada vez menos necessárias…

Não quero redução de IPI,aumento do consumo e a ilusão de que porque temos um carro novo e um carnê de 50 meses meses pra pagar que está tudo bem, que somos ricos!

Então, que me desculpem is radicadicais, não estou fazendo campanha pra ninguém (pelo menos por hora), mas, de verdade, a única coisa que espero me orgulhar em 2014 é ver o PT fora do poder e a perspectiva de uma velhice digna para mim e uma vida melhor para minhas filhas sem necessariamente ter que ur embora e desistir do país que eu amo…

Finalizando, então que se dane a Copa e com o perdão da palavra, que se “fodam” Lula, Dilma e toda corja, cansou, tá dando medo!

É, peço desculpas aos raros jogadores de jogam por amor e defedem a camisa, mas, definitivamente eu quero que a nossa seleção saia, e na primeira fase.

Resolvida a questão.

Laura Barreto

Seja honesto consigo mesmo…

Foto: Assim também mudamos um país!Sem opinião formada sobre a a PEC 37…  Sensação de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
E quer saber do que mais?! Tô achando que essa barulhada vai dar em nada… Desculpem, talvez a idade tenha me deixado dura demais, mas, de verdade, quando analiso o tanto de coisa atrapalhada nesse país, a única mudança que me vem à cabeça é mudar daqui!

Não vou fazê-lo. Porém, falo a verdade, me comprometi com ela, e isso sim, pelo menos pra mim, faz a diferença.
Vão pra rua mesmo, mas pelo menos saibam porque e comecem a mudança por si mesmos, oras! Muitos que estão nas manifestações (on ou offline) -me arriscaria a dizer que a maioria – não se comprometem nem com a própria mãe, quem dirá com o trabalho ou seja lá com o que, ou a ideologia que for, não têm fidelidade com nada a não ser com os próprios umbigos…falam demais, mas não dão bons exemplos: furam fila, compram filme pirata, estacionam nas vagas reservadas a idosos e deficientes, bebem e dirigem, etc. Querem, ao melhor estilo Gerson, levar vantagem em tudo. Tô mentindo?! Claro que existem exceções e quero muito acreditar que esses farão a diferença,contudo não consigo, me desculpem.

Bem, não pretendo me mudar daqui, amo meu país, amo isso aqui apesar de tudo…então, para mudar, não vou as ruas, mas faço a minha parte, educo minhas filhas para serem pessoas honestas, íntegras e de bom caráter, trabalho, me comprometo, procuro dar exemplo,
ajudar e respeitar ao próximo, leio, me informo e voto com consciência… Sabe por que? Porque acredito que a mudança começa em cada um. Vão pra rua SIM! Mas deixem elas limpas e seguras para quem vem depois, tá? Não é uma micareta…leia, pesquise, converse e, depois sim, vá às ruas.

Laura Barreto

Ufa, desabafei…

 

Legado Lula

“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar a todas por todo o tempo.”

Abraham Lincoln

Normalmente eu não uso o blog para dar minhas opinões polítcas, mas em virtudes dos últimos acontecimento senti-me na obrigação de fazê-lo.

Então hoje, quando  li o o comentário abaixo no no Facebook, fui praticamente obrigada a responder. Olha só e raciocine comigo:

“Nas ruas, a chamada “onda vermelha” defende o legado de Lula”…

Fiquei aqui pensando: “Legado?!”

O legado de Lula está nas ruas!

O legado de Lula são milhões de pessoas que ele tirou da linha da pobreza ( parabéns), colocou-os na classe média, deu casa (financiada pelo resto da vida), carro (quase idem), geladeira, fogão etc ( tudo as custas de redução de IPI e muito crédito para quem não tem crédito), mas se esqueceu que só isso não basta.

A economia parou, as ações assistencialistas – sem prazo para acabar – só crescem e o povo continua sem aceso à educação, transporte, segurança, saúde e trabalho digno…

Eu não sou economistas, aliás sou péssima com números, mas não precisa ser nenhum gênio pra saber que esse Mantega é um bosta!

Fora isso, o único outro legado que Lula deixa, pelo menos para mim, é a confirmação de que Abraham Lincon estava certo! E que a mudança acontece sim, mas ela tem que começar dentro de cada um. Pare de fazer as coisas erradas e justificar com outas mais erradas ainda. Faça a sua parte, faça o que é certo e vote com consciência!

Laura Barreto

P.S: Não tenho nenhum objetivo de fazer do meu blog um espaço de campanha nem nada do tipo, mas dessa vez, como o povo, não me contive! definitivamente, não é pelos R$0,20!

Bolo de Cerveja com Coca-Cola

“O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…”

Titãs

Sexta-feira passada vivi uma experiência inédita.

Saindo do trabalho combinei de tomar uma cerveja e comer um espetinho no bar na esquina da minha casa com uma pessoa querida. É gente, com a tal da lei seca o jeito é ficar cada vez mais bairristas e, quer saber, descobre que pode ser ótimo.

Pois bem, direto do trabalho, coloquei o carro na garagem, peguei uma encomenda que chegou pelo correio com o porteiro (uma caixa relativamente grande mas leve que eu não tinha a mínima ideia do que se tratava) e lá fui eu descendo a rua.

Sentei, pedi uma Stella, um espetinho de muçarela (apesar do corretor ortográfico não admitir o certo é com “ç” mesmo, juro!) e a senha do wi-fi  (coisa que não se nega a ninguém) e resolvi esperar sozinha mesmo, tranquila, sem me estressar…

Tomei o primeiro copo quase virado (copo lagoinha, o melhor!) e logo em seguida chegou meu espeto. Peguei a caixa , a chave do carro, rasguei o plástico e abri a caixa. Que surpresa boa, era um kit da Coca-Cola com as garrafinhas comemorativas para Copa com imagens da cidade-sede, seis! Uma estratégia para envolver blogueiros com uma cartinha toda delicada e bem redigida que dizia que eu tinha o perfil  de alegria e vitalidade que eles buscavam. Excelente estratégia, funcionou, olha eu contando aqui!

Quanto tempo devia ter passado, só uns 10 minutos, imagino, então uma dupla de voz e violão começou a se apresentar, uma moça afinadíssima e cantando Epitáfio, do Titãs. Sem perceber comecei a cantarolar. Tirei fotos das garrafinhas e postei nas redes sociais, a música terminou e aplaudi. Talvez tenha sido a única no boteco, já que nas outras mesas conversas animadas rolavam.

Pedi outra cerveja e comecei a “postar” bobagens no meu querido “feicibuque”. Ah gente, como eu gosto disso! Então contei que estava sozinha no bar, contei só para os meus 1700 amigos, quê que tem?!

Imediatamente meu primo Henrique me alertou: “Na hora de ir embora, no caminho pra casa, não olhe ninguém nos olhos ou terá um ataque de risos.”

– Como é besta esse meu primo, e eu adoro! – pensei.

A essa altura vi que tinha tomado um bolo, já havia se passado meia hora, então, quer saber, desce mais uma!

Cantei, pensei, postei, juntei minha garrafinhas, comentei com o garçom que levei um bolo daqueles, ele riu e sugeriu que eu tomasse mais uma (imagino quantas vezes já deva ter ouvido ladainhas parecidas) , aceitei a ideia e parti para a quarta.

A essa altura eu e Stella éramos melhores amigas, confidenciei muita coisa pra ela.

Então paguei a conta, coloquei a caixa debaixo do braço e levantei segura, sem nenhuma vergonha, afinal de contas sou maior, pago minhas contas e fora o banco, meu pai, minha irmã e mais umas duas ou três pessoas, não devo mais ninguém! Rs

Tracei meu rumo, baixei os olhos e lá fui eu. De repente ouvi passos… “Não posso olhar, não posso olhar” – falava pra mim mesma lembrando do primo.

Não resisti e levantei a cabeça, dei de cara com um senhor gordinho passeando com seu cachorro minúsculo que me olhou nos olhos. Imediatamente explodi numa sonora gargalhada, ele riu também (não sei de quê) e assim cheguei em casa, segura e feliz!

O bolo? Bem, esse eu já digeri! A vida é assim, se te derem bolo, faça uma boa cobertura, tome cerveja e coma! E se der ressaca: Coca-Cola!

Beijos,

Laura Barreto