Archive for Vou Divã

Rotina

Abriu os olhos, ainda estava escuro, ufa, restava algum tempo de sono, a cama estava tão boa! Imediatamente após fechar os olhos na tentativa de retomar o mesmo sonho (era bom), aquela música angelical do despertador do celular começa a tocar mais parecendo trombetas do apocalipse anunciando o fim do mundo. Confere o relógio: 5:10h…É, não tem outro jeito, “bora” trabalhar. 

Caminha sonolenta até o banheiro do corredor preocupada em não acordar o vizinho de baixo (acreditem se quiser ainda existem pessoas que pensam nessas coisas). Numa mão a toalha na outra o roupão de onça que ganhou da sua tia mais chique, a Neide.

Melhor do que um banho pra acordar, só mesmo um felpudo roupão de onça! Prende o cabelo ainda molhado e que está grande demais e precisando de um corte,  em um coque. Olha no espelho, está na hora de retocar a tintura. Vaidosa, é totalmente contra os tais cabelos brancos, que chatice! E por que têm que crescer tão rápido e justamente onde parte o cabelo?! Segue para o “closet”, já pensando que horas vai pintar aquela raiz…saco!

De volta ao armário, normalmente deixaria a roupa separada, mas na noite anterior estava cansada demais até pra isso. Deitou-se depois meia noite em virtude de um pedido de ajuda de uma amiga querida na elaboração de uma campanha que seria apresentada no dia seguinte. A cabeça ferveu, mas a ideia saiu. “Tomara que aprovem!” – pensou.

Escolheu então um vestido sóbrio, na altura do joelho e estampado de preto, cinza e vermelho. Abriu a janela e se lembrou do calor e das possíveis pancadas de chuva no final do dia…. a sombrinha estampada não combinava com o vestido. Essa mania de “dona onça” é um problema!

Resolve trocar tudo, antes, é claro, ri de si mesma constatando o quão pouco evoluiu ao longo dos seus 43 anos, quase nada! Pega então um vestido, dessa vez um cinza escuro de manguinhas  românticas  e corte reto, um pouco curto, mas nada além da conta. Ótimo, combina com a sombrinha, resolvido!

Nos pés sapatilhas “nude”, arruma a bolsa, duas sacolas, uma com o lanche ( mexerica e biscoitos) e na outra um par de saltos altos para as reuniões do dia. Rapadura é doce mas não é mole não, a “moça” rala!

Confere o relógio, tudo dentro no programado (tem problema com horários, é obsessiva com isso). Prepara seu café espresso,  aquele barulhinho da máquina é animador, dois biscoitos água e sal, um Toddynho (sim, Toddynho), beija as filhas ainda adormecidas ( se emociona, sempre) e segue seu caminho.

Ainda faltam 10 minutos para o van chegar, sentada no muro do prédio vizinho se diverte imaginado para onde cada um dos pedestres que passam está indo, o que fazem e a vida emocional de cada um…viaja! Depois pensa se alguém ali estaria fazendo o mesmo com relação a ela. É bem possível! Será que acertaram alguma coisa?

Coloca os óculos escuros, quer parecer  fina e bem sucedida no filme dos outros! Estaria colando? Riu novamente…realmente ela não era normal, ainda não eram nem 6:30h e a cabeça já estava a mil, chega Laura! Mas o exercício faz bem, querer parecer e, o mais importante,  ser “do bem”, é  importante.

Não é a roupa, a sombrinha ou os óculos… é o sorriso que faz diferença!

Chega a van, ela corre a porta e anuncia sua chegada com um sonoro “bom dia”, retribuído à altura.  Que delícia!  Pra completar, lá do fundo uma voz grave e já amiga comunica despudoradamente aos demais distraídos e sonolentos passageiros: “ Ai meu  Deus, já vi que não vou poder conversar hoje, como é que vou olhar pra trás?! Senta e cobre essas pernas mulher!” – A gargalhada é geral.

Obediente e um pouco envergonhada, mas com o ego nas alturas ( gente agradável é tão bom, né? O que custa elogiar, gente!?), acomoda a sombrinha de onça na parte de cima, senta, cobre as pernas com  uma das sacolas e inicia a prosa. Assistem ao jornal comentando e depois, em silêncio (o que é raro), pede pelas vítimas do furacão que atingiu os EUA na noite anterior, reza e agradece por tudo.  Ri novamente sozinha, dessa vez ao constatar que evoluiu sim, muito! Observar, ouvir, sorrir, agradecer e se divertir com coisas simples andam fazendo muita diferença e nada disso teria importância se não fossem as pessoas! Gente conta, mais nada.

E assim, feliz, começa mais um dia que, se Deus quiser, terminará ainda melhor.

A vida é boa, né? Basta a gente prestar atenção!

Laura Barreto

Te conheço de onde mesmo?

Andei pensando em abandonar o blog… não vou fazê-lo, mas preciso explicar algumas coisas:

– Eu não sou mais eu, mas ainda sou eu!

Continuo eu mesma, mas sou outra Laura, diferente da que conheceram, ok? Parece confuso?! É! Entendeu? Não, né? Agora, reflita comigo, se está difícil pra você, imagina pra mim!?

Acontece que – citando Didi mocó – “algo se sucedeu-se”.  Não se assustem, não foi nada demais. Não bati a cabeça, tive uma experiência pós morte,   não fui abduzida, clonada ,entrei para a seita do Tom Cruise, nem nada parecido. Também não comecei a fumar maconha, ou fazer uso de qualquer outra droga ilícita,continuo caretinha, caretinha, como sempre… Que decepção, né? Que falta de graça!

Será mesmo?

Pois eu estou adorando! Parece que uma luz se acendeu dentro de mim e, de repente, eu pudesse ver um monte de coisas que não via antes.  Talvez seja o que chamam clarividência, não sei ao certo, mas estive com a minha psicóloga ontem e  posso afirmar que não se trata de um surto psicótico ou algo que o valha, pelo contrário, nunca estive tão lúcida ( e lucidez vem de “luz”).

Infelizmente não recebi super poderes, quem dera! Putz, ia ter uma galera na minha mira, aceleraria o processo de aprendizado da vida de muita gente! Porque, se Deus é justo,  a vida há de ensinar!Ô se há! Por outro lado, perdi totalmente a paciência para futilidades e gente burra… ando falando na lata, uma sinceridade que beira a falta de educação. Gzuis me segura!

Ah, e como podem perceber também não virei santa! Um pezinho no céu e outro no inferno, equilíbrio, uai, “balance”.

De qualquer forma e continuando,  confesso contudo estar assustada com tais mudanças e com receio que soe como arrogância, chatice, ou sei lá o que…  Ah, quer saber? Que se dane também! Mesmo porque não é nada disso e não devo satisfação da minha vida pra ninguém. Se estou explicando é porque eu quero. (só faltou o “eu não pedi pra nascer e você não manda em mim”, rs)

Então,  e entendendo como quiser, o  que está acontecendo é exatamente o contrário!  Estou só reorganizando as coisas, fazendo um “faxinão” e, por isso, muitas coisas aparecem, boas e ruins

“Grandes mudanças começam por coisas simples.”

Por isso,  não tenho dúvidas de que perderei  leitores (as), admiradores (as) e até amigos (as), mas ganharei outros, talvez poucos, mas que com toda certeza farão diferença ( para melhor ) na minha vida.

Hoje consigo perceber facilmente  a diferença entre “o valor das pessoas e o preço das coisas”. Antes era só uma frase de efeito, hoje é como eu encaro a vida. Sei exatamente onde estou e o que quero ou não pra mim e minhas filhas

Pelamordedeus, e mais uma vez, isso não é arrogância! Pelo contrário, é humildade suficiente para aceitar e compreender que tudo acontece exatamente quando e onde deve acontecer, que não posso mudar as pessoas, mas posso mudar minha atitude em relação a elas. É entender que o livre arbítrio é real, que somos nós os únicos responsáveis pelos caminhos que trilhamos e que, na maioria das vezes, não são fáceis. Vencê-los ou não,  não nos torna melhor ou pior do que ninguém, mas a forma de encará-los sim!

“A vida nos trata como nós a tratamos”.  A boa e velha máxima, a infalível lei da reciprocidade.

Nesse mesmo raciocínio, não sou melhor nem pior do que ninguém, já passei por muita coisa e continuo me preparando para encarar o que mais vier! Cest la vie!

A parte boa é que finalmente entendi que não preciso do reconhecimento de ninguém, não preciso ou quero provar nada.Nadinha! Minhas atitudes falam e falarão sempre por mim.  Posso ser feliz sozinha, eu sou feliz sozinha! Portanto posso tanbém compartilha-la, principalmente com as minhas filhas,  meus amores,  Isabella e Helena.

Abri as portas e janelas, deixei a luz do sol entrar,  espantei velhos fantasmas, me livrei de culpas e rancores. A limpeza foi geral, sal grosso e desinfetante pra todo lado, saravá!

Agora só que que  entrem na minha casa felicidade, paz e harmonia…não é muito, mas dá um trabalho danado! Quando a tristeza, solidão e outros sentimento ruins entrarem ( o que é inevitável), conversarei com eles, e colocarei cada um no seu lugar, aonde bata muita luz, até que se recuperem.

Pois aqui, na minha casa, quem manda sou eu! Tenho ainda muito o que arrumar,  sobraram muitos medos ( o que é saudável),  dúvidas ( o que é sábio),  mas com ajuda e consciente das minhas falhas, erros e limites, vai dar tudo certo.

E assim vou,  procurando novas saídas, abrindo janelas e porta, reoganizando, mexendo em velhas gavetas, jogando fora o que não tem mais serventia, reciclando,  oque pode ser útil, pedindo desculpas (de coração) a quem magoei,  perdoando também a mim mesma e aos outros,  convivendo da melhor forma com o que não posso mudar* , na certeza de que cada um tem o seu tempo e que vai dar tudo certo, vai ficar tudo bem.

As vezes é preciso perder para ganhar…

Enfim, sou a mesma Laura, só que diferente, capicce? Continuarei rindo, falando e escrevendo besteiras, mas essa “luz” nunca mais se apagará. E que assim seja, amém!

Bem vindo!

Laura Barreto

(*) parece discurso do AA, né? Falando nisso, continuarei SEMPRE gostando da minha cervejinha. Me chama que eu vou!

Balança na Cabeça

Final de mês, dinheiro acabou, total, portanto, nessa semana até o dia do pagamento o jeito é levar o almoço de casa. Tá bom, tá bom, eu falo: A marmita, a quentinha, pô!

Qual o problema? Quer saber? Os artistas da Globo TODOS fazem isso! Os mais bacanas! A marmita da Claudia Raia – segundo uma amiga que trabalha lá – é um espetáculo, um luxo, coisa fina mesmo, dentro de sacolas térmicas super fashions, lindas e tudo separadinho: grãos, queijos, saladas e grelhados… (a minha tem Miojo, but whatever, são só mais 3 dias)

Mas não, a classe média aqui tem que almoçar fora todo dia e torrar os valiosos “tiques” no “selve selve”. Ô povinho besta nós somos, viu?!

Pois bem, está decidido, além de só andar de van, de balaio  e de táxi agora eu também vou levar meu rango diariamente! Pensando até em fazer uma camiseta “I eat marmita and I´m proud of it!” (uai, num é que a ideia é boa mesmo?)

Pois bem, mas, voltado ao acontecido de hoje, minha nada fashion “teipiuére” estava lá na copa, me esperando com um suquinho natural de maracujá (ando precisando). Já fechando o computador para me juntar à galera inteligente para mais um divertido e econômico almoço, quando o chefe aparece do nada na minha estação de trabalho (quando eu digo que trabalho na nave mãe o papo é sério!) e fala: “Laura você pode almoçar comigo para adiantarmos alguns assuntos?”

Putz, tô tentando uma agenda com o cara tem tempo, milhões de assuntos para tratar, mas o cabra anda trabalhando tanto que até velório ele tem pedido pra adiar, sério. Portanto, aquela era uma oportunidade imperdível.

Peguei a bolsa e rompi em passos rápidos atrás dele  rumo ao restaurante escolhido, um selv-service mais fino,   comida excelente, mas tipo mil reais o quilo, sabe? Ai meu Gzuis! É mesmo, eu não tenho grana! Fu…ops, danou-se tudo! (tô com o chefe, autoridade, não rola nem de pensar palavrão, uma dificuldade pra mim, confesso).

Bem, voltemos ao flagelo:  Dez reais, tenho que limitar minha fome àquela notinha avermelhada que sobrou desse tenebroso setembro! Ai meu gzuis!

Pois bem, ervilhas, umas folhas de alface americano bem grandes que é pra encher o prato e um filezinho de frango pequeno. Corre pra balança e reza, mulher! Sete e setenta dinheiros, ufa!

Sento-me e  logicamente a pergunta vem: “Vai comer só isso, Laura?”

-É que estou de dieta, projeto verão sabe? – respondo enquanto tento raciocinar se o troco daria para um refri…não dá. O frango vai ter que descer goela a baixo, literalmente.

Mas, enfim, consegui adiantar tudo o que eu precisava do trabalho e ainda definir algumas coisas, foi bom, pois assim, acabamos praticamente juntos e pelo menos meu caderninho fico cheio. Seriam as folhas comestíveis?

Bem, como era de se esperar, na fila do caixa é lógico que o chefe pegou a minha nota e pagou. Mas eu não podia contar com isso, né? Como marmita mas sou fina e educada, e muito, tá!? Classe média com estirpe de alta! “Paga aí pra mim chefia que estou sem grana?” não rola.

Pensando bem, que bobagem também, né? Devia ter falado, fui besta! É, a classe média deveria comer é alfafa mesmo, cambada de mulas! Qual o problema?! Passei aflição e fome por pura “jacuzisse”, bem feito.

Resultado, a marmita voltou fechada pra casa, às 17h eu já estava vendo as pessoas em forma de frango assado.Na van tive que contar o caso umas 5 vezes e ganhei frutas, barrinha de cereal e biscoito! “Nóis é pobre mas de adverte!”

Beijos e  que fique o aprendizado: economize comendo marmita e não sofra com bobagens! C O importante é ser feliz e compartilhar! Ser simples é muito chique!

Laura Barreto

Anormalidade Diária

Abriu os olhos, escuro ainda, desligou o despertador, 5 horas, levantou-se. Acordar cedo não é problema e o tal do mal humor matinal nunca existiu, mas se pudesse dormir mais um pouquinho seria tão bom!

Um banho rápido pra despertar, calça de alfaiataria cinza, camisa preta, blazer e o cabelo preso em um rabo de cavalo alto, perfeito e rápido. A maquiagem toma algum tempo (a pele, castigada por uma avassaladora paixão pelo sol na adolescência, juventude, maioridade e que permanece na maturidades,  não permite mais o luxo de sair de cara limpa. Burra, burra, burra!)

Pronto, duas “de mão” de base, pó compacto, blush, rímel e a camuflagem está feita. Agora só mesmo uma energia extra, um café espresso duplo pra dentro, um biscoito água e sal com queijo cotage, vira a água mineral gasosa no bico  e carrega o resto da garrafa consigo.

Seis e vinte… Beijo nas filhas, um “eu te amo, mamãe” da mais velha que puxou o humor matinal materno e uma rosnadinha da mais nova que detesta ser acordada.

Vira a esquina e senta-se na mureta do prédio vizinho para esperara a Van. O bólido prateado com o desenho de um átomo surge acelerado, ela se levanta, corre a porta, entra, acomoda suas coisas ( notebook, bolsa, água e sacolinha com sapatos de salto alto… é muita tralha), senta-se, afivela o cinto de segurança e começam a viagem. Uma hora e vinte até o destino final, a nave mãe, seu local de trabalho.

Pera aí, a van está vazia! Que estranho…teria ela desencarnado e estaria rumo ao além? E se tudo aquilo fosse um sonhe e estivesse dormindo ainda. Loucura, loucura, loucura. Para seu alívio, e antes que fizesse uma pergunta idiota do tipo: “Sr. Ivair, o senhor está me vendo?” ,  a van pára pra pegar mais passageiros. Foi só uma mudança no roteiro e algumas ausências, ufa! Então, como de costume,  as pessoas entram, todas silenciosas e sonolentas, a conversa se limita a preguiçosos “ bom dia”.

Todos a bordo, silêncio total, entramos em velocidade de cruzeiro atravessando as “bucólicas” avenidas, Barão Homem de Melo, Tereza Cristina e Cristiano Machado… Ela, comunicóloga, presta atenção ao noticiário da manhã, estar  atualizada faz parte do seu trabalho. Então a apresentadora anuncia: “ A seguir,  empresário é denunciado por instalar câmeras de segurança no banheiro da empresa.”

Ela percebe que até o mais sonolentos abrem os olhos, a notícia chama atenção.

Começa a reportagem: “Mais de duas horas de filmagem , porém das duas funcionárias identificadas só uma prestou queixa.” – anuncia a repórter com cenas de uma pessoa sentada na privada com aqueles quadradinho desfocados no rosto para impedir a identificação.

Nossa passageira, atenta, tenta segurar, mas é mais forte do que ela e, como por impulso, comenta em voz alta: “ Claro, a outra devia estar fazendo cocô, se eu fosse ela mudaria até de cidade!”

Gargalhada geral, e assim, na “anormalidade” de sempre, damos início a mais um dia feliz! Aguardem cenas dos próximos capítulos e vamos viajar juntos!

Beijos,

Laura Barreto

Vodivã. Cap.3 “Nossa Senhora, Rogai por Nós!”

Diário de bordo.
Data estelar:  quinta-feira, 20 de setembro de 2012.
Data psicológica: Quase sexta

Chamada feita, cintos afivelados, poltronas em posição horizontal, portas em manual, decolagem autorizada e lá vamos nós! Tempo estimado de “vôo”, sem ocorrências: 1:20h.
Pauta do dia: religião.

“Vai rolar polêmica…” – pensei.

Que nada estamos na “Have Van” e tudo começou porque Vanzete  – a musa e “ídala” da van –  quer casar e faz sua oraçãoes para Santo Antônio toda manhã.  Malverine, seu fiel escudeiro argumenta que o Santo não tem nada com isso,  e pergunta por que ela quer casar.

– Porque eu quero, uai! Tenho vontade.

Malverine olha  fixamente para Vanzete como se quisses entrar em sua cabeça e ler seus pensamento, graças ao bom Pai o rapaz ainda não desenvolveu tais poderes! Aliás, a maioria dos homens não consegue entender nem quando a gente explica.

Então, para mudar o assunto, pergunto se ele sabe fazer o nome pai. Imediatamente ele responde:

– “Claro que não! Mas é algo mais ou menos assim” – e faz um cículo grande sobre o peito com a mão direita.

Gargalhada geral , então descobrimos que Let (a moça alta e simpática) é assídua nas missas de domingo e freqüentadora  do grupo de jovens da sua paróquia.

Comento que não tenho paciência para missa porque nunca consegui decorar a coreografia…é muito chato não saber a sequência “levanta-senta-ajoelha-senta -levanta” e as respostas ensaiadas (sempre dublei, mexendo só a boca, como o “Pablo”do Programa Silvio Santos”).

Malverine, fica aliviado:

– “Ufa, achei que só eu não sabia porque não fiz primeira comunhão…”- confessa

– Que primeira comunhão que nada!  É preciso particamente pós-graduação para decorar aquilo tudo!  E o tal do “Osana nas Alturas”? Nunca soube quando ela está nas alturas ou no meio de nós… uma loucura!

Malverine emenda:

– Quem afinal de contas é essa tal de “Rosana”?

A risada é geral , quando, de repente, 18h, no rádio Ave Maria de Schubert!

Não me contenho e falo mais alto do que pretendia: “Olha ela aí, a Nossa Senhora!”

Gargalhadas.
Malverine – surpreendendo a todos – me corrige: “Não é Nossa Senhora, Laura, é Ave Maria, de Schubert, de música eu entendo e adoro!”

A música que é também nosso “timer” avisa que faltam cerca de 20 minutos para nosso “pouso” e desembarque. Pra mim (que sou boba e emotiva), nossa “mãezona” está cuidando de todos nós, tenho certeza que não liga para as brincadeiras.

Que assim seja e que Ela ( uai, se “Ele” é com maiúdculo, ela deve ser também, né?) olhe por todos nós.

Amém and have fun, have van!

Laura Barreto

P.S: Dei minha medalhinha de Santo Antôno – vinda diretamente de Pádua/Portugal – para Vanzete.

Dá uma mão pra ela, santinho! Não se preocupe comigo, é que eu não quero mais casar,  sabe? Não fique magoado comigo, tô muito bem assim, obrigada! Passo minha senha pra ela, afinal de contas, já entrei na fila duas vezes! Chega, né?

AMÉM!