“Não me mostre o que esperam de mim porque vou seguir meu coração, não me façam ser o que não sou.
Não me convidem a ser igual porque sinceramente sou diferente”
Clarice Lispector
Eu tenho um grande amor guardado.
Escondido e descarado.
Que às vezes aperta e transborda no peito.
Invade corpo e alma.
A saudade pesa como um adeus inevitável, como uma perda irreparável…
O amor que fica e insiste em não ir embora.
Não quero que vá.
Não sou boa em escrever poemas, sou mais prosa do que verso.
Sou o inverso, não tenho métrica nem rima.
Tenho só a dor de um coração partido.
O que não me faz diferente, nem tampouco Clarice…
Não me importo que transborde, que encharque a alma.
Que escorra pelos olhos e que vire prosa mesmo que sem verso ou nexo.
Conto, no faz de conta, fazendo graça, a loucura de um amor desgraçado.
Laura Barreto