Filosofia Instantânea, pronta em 7 minutos!

Tenho uma leitora assídua, a Valéria, que há meses  me pede para escrever sobre “paixão platônica”  e eu simplesmente não consigo… explico porque: nunca tive uma!

Será?

Daí hoje vim pro trabalho pensando não em Platão, mas sobre a tal da  paixão.

Pedro  Augusto – meu único neurônio estava inspirado ( teve uma ótima noite) e conseguimos ter uma “rica” discussão do percurso do Baixo Belvedere até o Alto Belvedere.

Nada como o silêncio (rádio estragou) e um tempo sozinha para produzir um “pocado” de besteira.  Pena (ou sorte) que são só 7 minutos de carro,  se estivesse indo para o Rio de Janeiro, por exemplo, daria para elaborarmos um verdadeiro tratado sobre o tema.

De  qualquer forma, tive que pedir ao Pedro  que guardasse todo o nosso rascunho para a hora do almoço, “duty calls”. Aliás foi por causa desse ritm maluco de vidao e do meu compromisso  de escrever um texto por dia,  foi que inventei  a “Dieta das letrinhas”. Deixo de almoçar para escrever e depois me viro com um shake gororoba Herbalife ou algo pior ( se é que é possível existir algo pior). Mas eu janto viu, anoréxicas de plantão, e bem!

Nesse intervalo descobri com a ajuda do meu irmão, ops, do Google,  o que Platão propunha em sua teoria sobre o amor.  E vou te falar,  não tem nada a ver com  a forma com que aplicamos o termo “Paixão Platônica” usualmente.

O barbicha grego estava falando exatamente do contrário. de  um amor puro, desprovido de paixão, “ao passo que essas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude.”

O que aconteceu é que desvirtuamos a concepção do filósofo grego, atribuímos a expressão “Platônica” a algo inatingível ou unilateral.

Esse mal nunca experimentei! Alguma coisa tinha que dar certo, né gente!? Saidemimolhogordo!

Também fui agraciada com o tal “amor verdadeiro, puro” ,  quer experimentar? Tenhas filhos, mas lembre-se que desse a gente padece mesmo, no paraíso, mas padece! Então, orientada pelo filófoso,  conheço o tal amor Platonicaço pelas minhas filhas ( saudade delas e só tem 1 dia que elas viajaram).

Que isso, aula de filosofia no blog agora? Uai, pediram para eu escrever eu escrevo, e com ajuda da célula nervosa aprendemos um pouco mais: “Pedro augusto também é cultura!”

Pronto, agora o idiota está falando sobre uma tal caverna com o reflexo  e sombras lá no fundo… a neeeem! Menos Pedro, menos! Vamos falar de coisas que eu entendo, ou melhor que criei. Onde você está indo cara?! Volta aqui.

Azar, vou falar assim mesmo.

No meu trajeto entre os “Belvederes”, pensando sobre a tal  da paixão e o tal do amor e deixando o tal do “prato grande do Cebolinha” de lado, elaborei uma teoria sobre uma nova categoria de mulheres: “Mongas, as mulheres incapazes de se apaixonar.”

É sério gente! Conheço um monte de mulheres que sofrem desse mal moderno. Acredito que em virtude da loucura e corre corre do dia a dia ( por que a gente corre tanto? Pra chegar onde, G-zuis?) surgiram as mulheres Mongas. Seres bestiais que perderam a capacidade de se apaixonar. Um verdadeiro flagelo!

Prestenção, não estou me referindo à capacidade de amar, essa todas nós temos, seja amor pelo filhos, pais, irmão, animais, vegetais e minerais. Estou falando de apaixonar no sentido popular da coisa. Daquelas paixões arrebatadoras, que fazem o coração bater mais forte, os joelhos tremerem, faltar ar e nada mais importa no mundo. Ai como é bom…

Pois bem, as Mongas, bestas feras típicas, não se permitem o luxo de perder o ar por alguém, afinal de contas precisam de fôlego para trabalhar, cuidar das crianças, da casa e tudo mais. Coração está batendo mais forte? Consulta um cardiologista e soca um Isordil debaixo da língua. Calafrios, dores estomacais? Isso é dengue ou gripe forte. Joelho batendo,? Apruma o corpo muié, RPG ou pilates!

As Mongas não conseguem se entregar, vivem  em constante estado de vigília, pois já tomaram muito caldo e “macaca escaldada tem mesmo medo de água fria”.

Outra característica cmum às bestas feras é a perda quase irreversível da docilidade natural, muitas vezes são inclusive confundidas com quadrúpedes irracionais, confusão mais do que justificada em virtude das patadas e coices distribuídos com frequência.

A culpa é de quem? De ninguém, de Darwin talvez, instinto de sobrevivência, seleção natural.. Darwin não deve ter lido Platão.

Precisamos ficar atentas e nos mobilizarmos em busca de um tratamento eficaz  ou cura. Terapia, remédio, sei lá!

Não podemos é fechar os olhos para a crescente epidemia, as Mongas estão se multiplicando em progressão geométrica, quase na mesma proporção que as Drogarias Araujo, Iogurterias, baratas, bares, periguetes e gays em Belo Horizonte. Elas têm salvação? Conseguirão se apaixonar novamente um dia? Não sei… mas não perco as esperanças. Sim, confesso, fui contaminda e já apresento quase todos os sintomas.

Portanto, leitora Valéria, se você está apaixonada ainda não foi contaminada ou está cura da “monguisse” aguda. Ou será o inverso? Ai G-zuis!

Pedrooooooooo conversa comigo, celulinha linda! Já parei por hoje, juro! E não vou mais conversar com os peixes também, prometo! Platão não é o prato grande do Ceboliha, eu sei que você curte o barbudo! E não me atreverei mais por esses campos, minha teoria das Mongas sucks, mas é verdadeira, fazer o que… Não vou apagar, aí não.

Sim, eu sou apaixonada por você,  e se sou apaixonada não sou tão “monga” assim, mas acho isso uma coisa “um pouco” egocêntrica.  Here we go again…

Beijos Platônicos,

Laura Monga Barreto

Um comentário

  1. Valéria Alves Ferreira disse:

    Laurictha ahasouuuuu!!!
    Adorei!!!
    Eu não sabia o verdadeiro significado de Amor Platônico.. viu como o pedido foi cultural??!!…
    Então vou ter que confessar sou do tipo que tem “paixões arrebatadoras, que fazem o coração bater mais forte, os joelhos tremerem, faltar ar e nada mais importa no mundo. Ai como é bom…” se deixar me apaixono todo dia com a maior facilidade… ufa! não sou tão Monga assim kkkkkkkkkkkkkk Sou meio “Janja”, meio “Tchonga”, “Tança”, “LÊ – Lêsada… ” na real sou Totalmente tudoissoaomesmotempoagora unf
    Só que cismei com um talzinho, bem lindeeenho, safadeeenho, que ainda não sabe que eu existo… quer dizer, sabe… mas não sabe das minhas 3ªs intenções… E eu achando que era Platônico… só está momentaneamente inatingível, mas em questão de mais uns dias essa história vai mudar…. depois te conto tudo

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