Ninho de Prazer

 

Gente, pelamordedeus, eu preciso contar, juro que náo foi comigo,  e sei que mesmo jurando  vai ter gente achando que foi… azar, o caso merece! E tem mais, confesso que, apesar do constrangimento, não acharia nada ruim se realmente fosse eu. Afinal de contas, como diria Fernando, o  Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”

E pode ter certeza, segundo relatos, a alma era espetaculosa! rs

Pois bem, a amiga que chamaremos de Rita, se mudou para um prédio muito bom e, até esse fatídico dia, aparentemente sem defeitos.  Muito bem localizado com infraestrutura de lazer perfeita e, como tem muito bom gosto, o  apartamento ficou perfeito.

Mais lindo ainda é o atual ex-namorado. Como assim você não entendeu? O mundo moderno quase que exige a existência e presença frequente de um ex-namorado. Alguém pra gente pelo menos de  vez em quando chutar o balde e se esbaldar em uma noite tórrida de prazer, com ou sem amor e, o mais importante, sem nenhuma culpa.

Então lá estava o Lindão de com sua “alma avantajada” pronto para favorecer à amiga talvez a única coisa que talvez supere (eu disse “talvez”) o prazer proporcionado por um pacote de Kit Kat.

Noite perfeita, tudo transcorreu às mil maravilhas, Llindão seguiu seu caminho e Rita em seu magnifico apê, feliz e com a cútis brilhante ficou. Não poderia ter sido melhor, ou nesse caso, em virtude de uma política de boa convivência poderia quem sabe até ter não tãooooooooo bom assim!

Não, agora não estamos falando mais de Lindão  que deveria estar no sétimo sono de beleza em seu hotel quando o interfone tocou. Rita, olha o relógio assustada, 8 horas da madrugada de domingo, o que teria acontecido?

Era a síndica, que para o azar de Rita (que não se irrita com facilidade) descobriria em seguida, era sua vizinha do andar de baixo. Rita estava recebendo uma advertência pelo barulho excessivo da noite anterior que, talvez por despeito , qualificou como sons da intimidade da vizinha que ela não seria obrigada a testemunhar.

Para justificar e reforçar sua reclamação explicou que o isolamento acústico do prédio é péssimo e que ela sabia, por exemplo, que ela tinha ido atender o interfone descalça. A reação de Rita foi quase instintiva e imediata, olhou para os pés e abriu a boca ainda muda ( melhor manter assim!) e constatou que realmente não estava de chinelos. G-zuis!

Sem saber o que dizer, e como nenhuma desculpa do tipo “nossa, acabei de chegar, minha prima que dormiu aqui”, desculpou-se e prometeu que não aconteceria novamente.

Eu quase chorei de rir e sugeri â amiga forrar o chão com caixas de ovos e quem sabe até lançar tendência no mundo da decoração.  Consigo até visualizar o ambiente na Casa Cor: “Ninho de Prazer”.  Por que cumprir a promessa de “não acontecer”, esquece!

Laura Barreto

7 comentários

  1. Mariana disse:

    Kkkkkkkkk!!!!! Nao acredito!!!! Coitada dessa amiga!!!! Bjs

  2. Paty disse:

    que caso mais sem graça…

  3. Danielle Ribeiro disse:

    HAHAHAHAHAHAHAHAHA

    Também acho que a síndica não ficou muito feliz em ver o caso exposto aqui….

  4. Lúcia Soares disse:

    Uau! A verdadeira “saia justa”. Um absurdo acontecer isso, com o preço dos imóveis nas alturas. Sua amiga deve acionar a construtora, óbvio! Exigir uma solução.
    Ô vida, né? Nem viver em paz na sua própria casa ( e ainda por cima, casa própria) a gente consegue mais.

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