Às vezes, só às vezes eu arrisco escrever coisas mais sérias aqui… hoje é dia.
Aliás hoje não é dia porque é quinta feira, “quando a vida finalmente começa a se infiltrar em meu corpo”. Mas preciso fazê-lo…
Terça a noite, assistindo “Profissão Repórter” na Globo, passei mal, de verdade, tive taquiardia e caí em um choro que não conseguia parar. O tema já era pesado por si só “ Violência Sexual”, daí quando começaram a passar os depoimentos das crianças a coisa apertou.
Claro que não mostraram a carinha de nenhum, mas a vozes e a mãozinhas estava lá, falando mais do que mil palavras.
Um pequenino, de 4 anos coloria com giz de cera enquanto contava, quando a assistente social aborda o assunto ( com muito tato) sobre o que o pai fez com ele, o giz começa a se partir, um a um… as mãos então se apertam e ele chora. Um chorinho triste, doído mesmo.
Meu Deus… como não chorar, como ficar impassível diante de uma cena dessa? Eu que já tenho insônia não dormi mais. Fui no quarto de cada uma das minhas filhas, beijei-as e fiquei pensando como educá-las para que jamais nada nem parecido aconteça a elas.
Se pudessemos deixaríamos debaixo da asa da gente o tempo todo, não é mesmo? Mas não tem jeito, “são meninos passarinhos com vontade de voar”.
(Escrevi isso hoje às 7h da manhã e parei, estava muito pesado, difícil mesmo. Então por volta das 8:30h uma tragégia toma conta dos noticiários, depois de chorar, chorar, resolvi continuar o texto…)
Em um crime premeditado , um rapaz de 23 anos, invade uma escola municipal no Rio de Janeiro, armado de dois revólveres calibre 38, recarregadores e muita munição, dispara em várias crianças nas salas de aula, é alvejado por um policial e se mata em seguida.
Até o momento já haviam sido confirmadas 11 mortes e vários ainda estão em estado grave no hospital. Crianças gente, crianças…
É impossível ver a cara de médicos, policiais, coleguinhas e principalmente dr desespero dos pais sem se emocionar. Pessoas que passavam na rua ajudaram a socorrer, um senhor numa pick-up Kombi chorava copiosamente e repetia: “Eu tentei! Fiz o que pude, elas ainda respiravam quando coloquei no carro. Eu fiz o que pude, mas milagre eu não faço”.
Que coisa injusta, meu Deus, com crianças não… na sala de aula, inocentes, com a vida toda pela frente. Jesus! Ver as caras dos professores, médicos, colegas e principalmente o desespero dos pais é de deixar qualquer um no chão.
Como mãe peço a Deus que olhe por esses pais e lhes dê força , paz e sabedoria para aceitar e continuar vivendo. Não sei se eu daria conta… não mesmo.
Sentimentos de medo e impotência dividem o espaço com a tristeza. Como fazer para protegermos nossas crianças? Proteger contra quem? Do quê? Onde?
Até onde a responsabilidade também não é nossa? Não adianta nos fecharmos em condomínios de alto luxo e criar “canarinhos para viverem no meio de pardais”, é tapar o sol com a peneira, o mundo é coletivo: piora para um piora para todos. Não se iluda…
Precisamos cuidar dessas crianças, das nossas, de cada uma e de todas. Precisamos servir no mínimo de exemplo para que no futuro tornem-se seres humanos melhores do que nós e não permitam que atrocidades como estas continuem a acontecer.
Deus abençoe esses pais e que esses meninos e meninas que hoje se foram (anjinhos) olhem por nós e pelas nossa crianças… estamos precisando. Estamos precisando melhorar, e muito…
Laura Barreto
Outro dia te liguei porque não parava de rir na sala de espera bale da Bia. hoje estou tentando despistar o choro. Muito triste tudo isso. Não tem como não se colocar no lugar desses pais.
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Sem palavras, so suspiros…que Deus cuide muito das familias dessas criancas.
Desde dois anos de idade, meus filhos ja vem sendo treinados po mim no que fazer se alguem invadir a privacidade deles. CLARO que venho usando termos ao nivel de conhecimento deles. Isso nao e so uma vez nao, todas as vezes que lembro, principalmente na hora do banho dele.
Os pediatras aqui no USA falam pras criancas:
“Eu vou tirar o seu shortinho para ver se esta tudo certo com vc, mas vc sabe que eu sou o Medico e Mamae esta aqui conosco. Somente ns, a Mamae e o Papai podemos cuidar de vc, mais ninguem. Se alguem te fizer mal, corre e conta p/ Mamae, p/ Papai, p/ Professora ou alguem que vc gosta muito.”Ja me costumei a ouvir isso na sala do medico, pois e toda vez que vamos la.
Eu sou completamente a favor da prevencao, mesmo que nunca aconteca com elas. Pelo menos se alguma coisa vier a acontecer, ja sabem como reagir e como se defender.
Tem muito mais ente nesse mundo que fazem coisas desse tipo do que imaginamos. Um horror!
E de chorar mesmo Laura
o foda disto tudo e que nao existe manual para criacao de filho que te garanta 100% de exito.os pais destes jovens talves tenham feito tudo certo e o resultado final foi este.podem estar sofrendo na mesma proporcao dos que perderam seus filhos pois alem de tudo carregaram a culpa para o restos de suas vidas.mesmo que nao tenham nada haver com este brutalidade.no caso deste rapaz agente ve tracos forte de uma Esquisofrenia paranoica muito grande.Porem o preconceito do brasileiro as questoes psiquiatricas ainda e muito forte.portando em menor propporcao temos muita gente louca muito proxima de nos.Logicamente que neste universos ainda tem as questoes espitiruais que muitas vezes estao alem do nosso entendimento podemos colocar na conta MISTERIOS DA VIDA.
Laura … seu blog é… delicioso ! Também assisti ao Globo reporter deste dia e tive a mesma sensação e na manhã seguinte a notícia da tragédia na escola me deixou desolada e com medo ! De manhã qdo o meu dia “começa” ( com risadas , brigas entre as pequenas , gritaria , estress e alegria ) eu só peço uma coisa : que ele “termine” do mesmo jeito : com risadas, gritarias, estress e alegria ! Ah… compartilhei este vídeo que vc postou hoje no meu face ! Valeu!
Luciele,
Muito obrigada querida. Sou amiga da Cláudia, vi seu comentário e adorei! Me adiciona lá no ” Livrocara”.
Beijos