Ontem fui assim…

Cada pessoa é única e o mesmo se pode dizer do seu limiar de dor – assim como de sua forma de expressá-la. O médico tem como examinar um paciente pelo seu aspecto físico; quanto aos sintomas, resta a ele confiar no que o doente diz.”

( Cris Guerra)

Pelamordedeus! Que noite boa!

Sabe aqueles dias que a gente acha que vai ser igual a todos os outros, que não vai dar em nada e de repente surpreende?

Hoje (ontem) foi um desses.

Pois bem, cá estou eu, em pé na janela a 1: 24AM, e com vontade de contar pra todo mundo. Amanhã vou estar um monstro, eu sei . Pedro Augusto – o neurônio alone – já repetiu isso na minha cabeça, 128 vezes…

Mas, quantas vezes na vida a gente encontra com colegas de 1ª série? Pois é, hoje encontrei duas!  A Dani vejo de tempos em tempos, a Cris sigo pelo blog e revista Encontro – tá famosa. Merece!

Esse negócio de se “expor” em blog é engraçado, as pessoas acham que te conhecem e, na verdade, conhecem bastante! Mas o “blogueiro” não!

No meu caso isso acontece em escala mínima, mas no dela imagino que deva ser uma constante. E , gente, como ela lida bem com isso, ontem pude comprovar isso na pele!

Já com algumas taças de champanhe na cabeça, no final do evento do O Boticário (nosso cliente), fui falar com ela. Parecia ( pra mim) que estávamos ainda no colégio Colibri, fui logo abraçando e falando dos textos que gosto. Ela falou que recebeu meu e-mail e comentou. Adorei!

Não posso e nem devo tentar contar a história dessas duas, elas são muito maiores, mais interessantes e ricas do que meu amadorismo literário e capacidade de síntese.

Permito-me porém afirmar que são mulheres lindas, vencedoras, guerreiras e que passaram por dores inimagináveis. Mas o mais importante é que aprenderam com elas e são hoje melhores do que ontem.

Minha mãe sempre falava “ a dor de cada um é de cada um”, sei que as dela – físicas e emocionais – foram muitas na sua luta de 13 anos contra o câncer.Vivemos isso, ouvimos, vimos e ela também escreveu, mas nunca teremos noção do tamanho e intensidade dessas dores… talvez  venha daí minha vontade de escrever (thanks mom).

Das minhas dores só eu sei, e completo: “a dor de ninguém é maior ou menor do que a do outro, pois é única e imensurável”.

Portanto TODAS merecem respeito, por mais banais que possam parecer. Para uma criança a  dor de estragar um brinquedo novo pode ser (acho que é) igual pra mim perder uma licitação – mas nunca saberemos. Por que a dela é dela e a minha é minha. E assim vai…

Mas quem sou eu pra me aprofundar ou escrever sobre o assunto, nesse caso também, tem gente muito melhor do que eu.  Letícia ( mom) iria adorar, por exemplo, o texto que a minha coleguinha de 1ª série, aquela magrinha, branquinha e tímida ( acho que não mais), escreveu sobre o tema – Dores sem medida.

Li pela primeira vez na sala de reunião de um cliente enquanto aguardava e paguei mico, o sério e bem sucedido advogado  chegou e eu estava chorando… Pedro Augusto – o neurônio alone – quase cometeu um harakiri quando, depois disso, ainda roubei a folha da revista. Ah gente, me desculpem, eu precisava guardar!

Sugiro que acessem o link e leiam na íntegra. Tenho certeza que irão ser tornar fãs como eu e entenderão a minha alegria em saber que essas duas pessoas fizeram e fazem parte da minha vida.

Cris e Dani, muito obrigada.

Um beijo e fiquem com Deus!

Laura Barreto

10 comentários

  1. Ronaldinho disse:

    Apenas uma constatação, seu pai inventou um equipamento para medir a dor, pelo menos a dor física. Chama-se cuômetro, explicá-lo aqui baixaria o nível do seu site, mas se quiser escrevo um artigo sobre isso! :-)

  2. Laura Barreto disse:

    Escreve, please!
    Lembrei disso, pensei até em citá-lo ” Dolorímetro” é o nome, não? Mas como tentei escrever um pouco mais sério achei que podia ser demais… :-)
    Beijos

  3. Bia disse:

    Adoreeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiii…. e a matéria da Cris Guerra também…chego a conclusão que o ser humano pode ser diferente na dor, nas alegrias, no amor… mas nem melhor, nem pior…
    Beijos

  4. Mariana disse:

    Cada um com sua dor, mas como é bom ter alguém para dividir de vez em quando!! Adorei o post.
    Beijos

  5. Laura Barreto disse:

    Mariana,
    Concordo totalmente, tanto que falei sobre isso no post de ontem.
    Beijos e obrigada,

  6. Eduarda disse:

    Oi Laura, que bacana! Tenho tentado acompanhar seus textos na medida que a correria me permite, tenho adorado. Parabéns!

  7. Cris Guerra disse:

    Laurinha,

    eu já tinha ficado muito feliz com o nosso encontro. Agora, mais feliz ainda ao ler o seu texto. Obrigada! Você foi tão carinhosa e delicada. E me deu saudade de nossos tempos no Colibri, da sua mãe, da Alice!

    Um beijo muito grande,

    Cris.

  8. Cris Guerra disse:

    Ah, querida, o link do meu blog mudou. Agora é http://www.hojevouassim.com.br

    Beijo!

  9. [...] Eu ainda era casada, morava no Alphaville, passava muito tempo sozinha porque meu marido era piloto e voava com freqüência, tinha uma filha de 1 ano e 10 meses e outra de 3 meses quando minha mãe finalmente foi derrotada – depois de 13 anos de luta – por um impiedoso câncer. Ela estava em casa ( como queria e pediu) literalmente definhando, na cama, e a gente só podia esperar, não havia mais nada a ser feito. Nem água, nem comida, só a morfina pra aliviar o sofrimento.  Uma dor daquelas, sem tamanho… [...]

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