Pensão Alimentícia: Alimente-se de resiliência.

Ontem duas mulheres – mulheres mesmos dessas que ralam, arriscam, dão a cara a tapa e não se intimidam fácil – me mandaram sugestões de “pauta”. A primeira me pediu que opinasse  e esclarecesse sobre o flagelo da luta, geralmente feminina, pela famigerada  “pensão alimentícia”. Achei até interessante a idéia, afinal de contas o assunto é recorrente entre pais e mães separados e, curiosamente, muito mal explorado por blogueiros na rede.

De qualquer forma agradeço mas esse eu vou pular! Explico porque:

Amiga, apesar de ter minha opinião muito bem formada sobre o assunto não  sirvo de exemplo. O que eu aprendi e pratico todos os dias é o seguinte: nosso dever como pais é zelar pelo bem estar dos filhos. (ponto)

Preste bem atenção, “bem estar”  nesse contexto extrapola questões de sobrevivência básica e formação, como alimentos, roupas, saúde e educação. O tal “bem estar” passa principalmente pelas emoções e pode ser lido também ao contrário ” estar bem” , por isso é tão difícil abordar o assunto… Afinal de contas,  cada caso é um caso.

Conheço e convivo com  vários.

Alguns são excelentes pais, dividem a guarda, são presentes, carinhosos e amam seus  filhos acima de  qualquer coisa ( alguém viu um desses por aí? Se vir me avise, estou na captura). Outros simplesmente esquecem que têm filhos, ou pior, montam uma nova família  e tratam  os filhos do (a) atual parceiro (a) melhor  ( em todos os sentidos, inclusive financeiramente) do que os seus biológicos.  Ainda têm um terceiro tipo -o pior no meu ponto de vista – anda só de carrão, freta avião para viajar, está sempre bem vestido, mas não paga nem as escola dos filhos, quer dizer, quando é preso negocia, faz chantagem usando as crianças e ainda é atrevido. Depois, quando os filhos começam a dar problema ainda põe a culpa na mãe! G-zuis! Nesse caso tenho além de muita dó, ódio mortal!

Em cima desses 3 perfis temos muitas variáveis, mas basicamente é isso. Pois bem, tirando o primeiro exemplo,   sabe o que o resto merece da minha preciosa hora de almoço que uso para escrever?

Nem um minuto! NADA!

É isso mesmo, nada! O problema não está neles, aliás eles são problema. Temos, portanto é  que encontrar a solução.  Enganam-se, porém, as quem acreditam que a tal “solucionática” esteja em outrem ( gastei o vernáculo, hein?). Acham que vão mudar o antigo companheiro(a) ou encontrar outro que acabe com o flagelo atual. Pobres almas perdidas e cabeças desprovidas de massa cinzenta ou pelo menos de um único neurônio, como é o meu caso.

Mas é verdade, uai, a solução não se encontra em nenhum outro lugar que não em nós mesmos.

Acho que temos sim que brigar pelos direitos dos nossos filhos, mas isso não pode ser maior do que a saúde mental deles. Até onde vale a pena, quem está sofrendo com a falta de que?  Já se fez essas perguntas? Não seria dor de cotovelo? A vingança é tentadora,  e a felicidade alheia incomoda, I know…

Pelamordedeus, não me interprete mal! Eu nem queria falar sobre o assunto a bem da verdade. Agora que comecei, aguenta e prestenção: Não estou eximindo nenhum pai ou mãe de suas responsabilidades. Muito pelo contrário,se não houver acordo,  sou a favor de apelar para a justiça sim. Nesses casos, colocar nas  mãos de uma terceira pessoa, isenta e imparcial – um juiz – é a melhor  saída.

Daí, seguindo o que determinou a lei e para não perder a coerência do raciocínio e manter-se fiel aos seus princípios e valores,  se não pagar é xilindró mesmo! Não tem nada de errado, uai! Que se vire também. Isso é um bom exemplo, quem erra tem que pagar, leis devem ser cumpridas.Eu sei que é o pai  ou mãe do seu filho, mas está errado! Pense no exemplo para as crianças, achar que está acima de tudo e de todos pode começar por aí…depois não reclama.

De qualquer forma, esse é o assunto que eu não domino, esqueceu?  Só o que eu sei e queria passar aqui,  é que nunca devemos ter a luta pela “pensão alimentícia” dos filhos como objetivo fim em nossas vidas.

O negócio é viver como se o outro nunca tivesse existido e aí o que vier  é lucro. Estado civil? Viúva sem herança. Capicce?

É duro, não justo, dá raiva e nesse exato momento você está com ódio de mim,  eu sei! Pode me chamar de todos os nomes que quiser, depois passa , mas termine de ler, please!

O negócio é o seguinte, temos que viver de acordo com as nossas possibilidades e dar conta de tudo, sozinhas (os). Garanto, por experiência própria, que uma vez aceita essa idéia tudo começa a melhorar.

Preocupe-se com os seus filhos e não com o que você gostaria que eles tivessem,  foque no que você pode conquistar e não no que perdeu. Preocupe-se  com o bem estar  emocional das crianças, dês-lhe carinho e atenção, isso não tem preço. Então depois disso feito,  ou em paralelo a isso, preocupe-se com  os bens materiais. Nunca ao contrário!

Contrate um bom advogado e procure relaxar. Coloque essa questão em algum arquivo lá no fundo da sua cabeça. Esqueça, de verdade,  se possível!

Ahhhhh, não tem grana para o bom advogado, né? Sei como é. Faça amigos, informe-se, leia, estude…o que não rola é ficar à mercê da ignorância. Conheça os seus direitos e como funciona a lei – atenha-se a ela.

Resiliência é a palavra de ordem. Tatua na testa se preciso for e não se esqueça dela. Tenho o mesmo sentimento pelo meu Galo…caindo para a segundona novamente, unf.

É muito complicado, doído e difícil para os filhos entenderem essa situação toda, então o que pudermos fazer para minimizar o impacto deve ser feito – indiferente de quem está certo ou errado. E por uma simples razão: o amor desses filhotes é puro demais, literalmente incondicional! Não adianta querer pintar o capeta, por mais que ele exista em carne e osso… Pai é pai e mãe e mãe,  deixe que o tempo se encarrega do resto.

Enquanto isso vá se estruturando, colocando as coisas no lugar, se tiver que mudar,  mude; se tiver que vender ,venda; se tiver que mudar as crianças de escola, mude;se tiver que deixar de sair, deixe!  Aprenda a pintar seu próprio cabelo, fazer a unhas, cozinhar e não se esqueça de você! Não tem dinheiro para academia, corra! Não gosta de correr, leia! Não gosta de ler? Se mate! Hahahaha Brincadeira! Cada um encontra o seu caminho, quem sabe criar um blog com ajuda de um único neurônio não seja o seu. Eu e Pedro Augusto  – minha única  célula nervosa  que divide o espaço do meu cérebro com o Amengoin, um amendoim  que ele jura ter vida,  que o diga!

Ninguém nunca morreu e nem vai morrer por esses motivos. Não dá pra comprar carne, coma frango ( tenho umas receitas ótimas). Teve que cortar o espumante? A Cerveja Sub-Zro é ótma e está por R$1,16 lá no Verdemar. E falando nisso, lá é um ótimo lugar para se paquerar , viu? ( leia as dicas aqui)

Procure alternativas, aceite ajuda e trabalhe,  mas trabalhe que nem uma mula,e achando bom!  Quando a coisa apertar lembre-se do presente divino que Deus lhe deu e que estão ao seu lado: os filhos! Eles sim são responsabilidade sua, e só sua!

Consigo até ver a sua cara: “Ah não, agora ela apelou! Eles não são responsabilidade só minha, não são filhos de chocadeira!”

Eu sei, caray! Mas, encare os fatos,  ninguém muda ninguém  e se ele(a) está errado(a), um dia, mesmo que demore, pagará. E, coitado(a), o preço poderá ser muito mais alto que qualquer pensão alimentícia.

Também pode acontecer o contrário, esses pais podem perceber o erro e mudar, aí sim, por eles(as) mesmos(as). Então voltam a aparecer, cuidar e retribuir o amor por tempos negligenciado. Que benção! “ Todas oram!” hahahaha

Tá vendo! Por isso que eu não queria falar disso! Já falei um monte sobre um assunto que não é minha praia! Meu negócio é falar besteira… uai será que acertei e isso tudo aí é bobagem?  Não, nesse caso, o assunto é sério…então não vou mesmo falar mais dele.

A outra sugestão da minha coleguinha de Dom Silverio, a Kristine, era como as mulheres sofrem – nesse caso de verdade – com relação a sapatos!  Esse assunto eu domino, flagelo pédico!” hahaha Mas fica pra amanhã, acabou o almoço.

Mantenha a calma, o bom humor e lembre-se: Deus dá o frio conforme o cobertor*! Vai dar tudo certo.

Beijos, resiliência e uma excelente semana!

Laura Barreto

(*) Vendo cobertor elétrico, não preciso mais, chega!

3 comentários

  1. Laura de Deusssss eu estou chorando… acredite…
    Chego a pensar que estou enlouquecendo.. abro seu blog, após um dia inteiro de trabalho, aula , e levando filhas na aula de inglês etcetal… Cujo tema central, no carro, era esse: acerto de de conta$$$ com ex pai das filhotas. Minha filha vira e fala – Nossaaa mãe.. pára de cobrar, ele vai ficar mais desesperado ainda. E eu soltei sem querer: – Desesperada tô eu!!! Quando é que a “roda” vai “roda” pro meu lado a meu favor””??? (e alpem de tudo, de dar a cara a tapa, de ralar, de arriscar, de estar longe da minha família, sem nenhum, nenhum parente pra cotar história – para elas sou a ERRADA… putz…Taibowww… pqpriw…
    Não é lugar e nem a hora mas estou unindo o útil ao útil mesmo: ler ser blog pra mim é terapêutico escrever (do meu jeito é claro) nos coments mais terapêutico ainda,,,
    Aí eis que me deparo com esses temas, resiliência, paciência, gratidão, sim muita gratidão por tudo principalmente pelas coisas ruins…Sou grata a tudo que, sou, que tenho, mas vou te falar: As coisas não estão fáceis não!!!
    Eu peço a Deus todos os dias: M e ensina a ganhar dinheiro para pagar o que devo, pq gastar e ficar sem gastar 1 centavo eu já aprendi…
    Bom e por aí vai….
    Por fim.. vejo esse vídeo que, com toda sinceridade, nunca tinha visto, sério: chorei…
    Vou compartilhar é óbvio…
    e sendo grata mais uma vez Deus pela oportunidade de ler suas palavras, tb te agradeço mais uma vez e Parabenizo por tamanha inspiração: é Deus no comando!!!
    bjs

  2. Só para completar… hehe sinto que vem uma Nova “Marolinha” boa para mim!!(agora sera que é pressentimento ou apenas um desejo ) unf….

  3. […] ninguém: http://www.ociodooficio.com.br/pelamordedeus/carta-de-amor-para-ninguem/ Resiliência: http://www.ociodooficio.com.br/pelamordedeus/pensao-alimenticia-alimente-se-de-resiliencia/ Tudo […]

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