Porcupine Rocks!

  A Fábula do Porco-espinho.

“Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.”
(autor desconhecido)
FIM

Então falou!

Ah nem gente, pelamordedeus! Recebi esse texto, filho de chocadeira, sem pai nem mãe, e fiquei revoltada! E o pior é que as pessoas comentam achando isso lindo! Será que  estou ficando doida! ? Me perdoem mas o texto é uma porcaria e a moral da história pior ainda!

Que papinho furado é esse de era glacial com porcos espinhos e animaizinhos encolhidos tomando espinhadas para sobreviver!? G-zuis me chicoteia! Mesmo com toda licença poética é a coisa mais idiota que já li.

Não poderiam os porcos-espinhos (estranho esse plural, né?) simplesmente se abraçarem barriga com barriga? Ou seriam porquinhos acupunturistas faquires? Não, definitivamente não me convenceu!

Pesquisei e descobri que os bichinhos não têm espinhos nessa região e que, espertos, se penduram em árvores na hora de copular. Isso que é resiliência, dá-lhe criatividade e instinto de sobrevivência! Posição de dar inveja a qualquer mestre de  Kama Sutra! É isso aí porcupine, you rock!

Não acredito em relacionamentos onde uma pessoa machuque a outra e que mesmo assim seja saudável ficar junto. Aliás muitas pessoas permanecem em relacionamentos doentios dessa natureza por pura insegurança e medo da solidão! Triste, muito triste! Dignos de pena diria eu.

E digo mais, os espinhos não são para atacar uns aos outros e sim para se defenderem dos inimigos. Os filhotes nascem com um pelagem fofinha e ficam aquecidos no colo da mãe até estarem prontos para encarar os desafios sozinhos e assim avisa segue.

Todos nós temos os nossos espinhos, mas temos também a barriga fofinha (a minha anda até demais falando nisso, mas isso é assunto para outro post, unf…). O negócio então é encontrar quem melhor se encaixa com você, aprender a conviver e se proteger dos espinhos e, o mais importante, só usá-los quando estritamente  necessário, com cuidado e cautela para não machucar quem a gente ama.

Para terminar, simplesmente não há como unir “pessoas perfeitas”, por uma única razão: elas não existem!

Não temos que “aceitar” os defeitos do outro. Viver junto e ser fiel é uma questão de escolha e, nesse caso, o livre arbítrio é que está no comando.

Não aceite, escolha! E, de preferência, escolha ser feliz!

Beijos,

Laura Barreto

2 comentários

  1. Dri disse:

    ameeeeeeeei. Laura vc consegue se superar sempre e nos surpreender a cada dia!!!!! Bjao

  2. Adriana Vicintin de Vasconcellos disse:

    Fantástico amiga!!!!! Agora faz um texto com uma das historias infantis suas!!!! Aquelas que vc escreveu para suas pequenas quem sabe um editor super mega inteligente lê e publica para todos nos podermos ler!!!!! Bjs enormes

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