“Você mudou a minha vida.”
Ouvi essa frase de duas pessoas completamente diferentes um da outra em menos de uma semana. Que alegria e que responsabilidade!
A primeira foi a Ana, que trabalhou comigo há alguns anos.Menina determinada e corajosa tomou as rédeas da própria vida…tornou-se uma ótima corretora e parece estar muito bem e feliz. O que eu fiz? Nada, absolutamente nada!
A outra, a Mariana, é engenheira e mora longe daqui, em Curitiba, e na verdade não tenho a mínima idéia de qual foi a minha participação na vida dela…só sei mas ela quis até autografo (fiquei com vergonha e graças a Deus ela esqueceu. Dessa eu escapei!) e ficou com os olhos cheios de lágrimas quando nos conhecemos hoje.
Segundo a nova amiga tenho centenas de leitores na capital paranaense e os “posts” são sempre comentados nas conversas entre as colegas de trabalho. G-zuis! Nunca imaginei! Na primeira oportunidade irei lá conhecer essa turma pessoalmente e rir muito,obrigada e me aguardem!
Mas preciso deixar uma coisa clara, por mais que tenha me sentido orgulhosa e quase explodido de tanta alegria, se a vida delas mudou definitivamente não foi por minha causa. Claro que as pessoas deixam marcas, mas somos nós os únicos responsáveis pela nossa jornada, escolhas, renuncias e mudanças.
Escolhi ser feliz e conto para quem quiser ler problemas e medos iguais aos de todo mundo. Sou normal, uma pessoa comum, só que gosto de escrever e não tenho nem um pingo de vergonha nessa cara de pau. Não gosta? Não leia! Simples assim. Por isso ao invés de pensar que promovo mudanças, prefiro imaginar que faço as pessoas rirem e que, mesmo quando falo sério, deixo uma mensagem de alegria. Que mesmo quando está tudo fudido, e aquela porção farta de cocô servida de colherzinha, rir é a achar saídas será sempre a melhor opção.
Não sei se o que não me matou até hoje me tornou mais forte (ainda me acho fraca para muita coisa), mas mais flexível e desapegada com toda certeza.
Aprendi e mudei sozinha, sem muita escolha, quase que na marra, mas também me espelho em pessoas que fizeram e fazem diferença na minha vida. Minha mãe é uma delas. Apesar de já ter morrido há quase 7 anos, D. Letícia nunca foi tão presente na minha vida como agora. Putz, que mulher! Que garra, como lutou pra viver, passou cada perrengue que eu não sei se daria conta… fraturou o fêmur duas vezes em decorrência da metástase óssea, foi para cadeira de rodas, enfretou várias cirurgias, internações e tratamentos (que pareciam mais envenenamentos) e, mesmo assim, manteve o controle e o bom humor até o final.
Recorreu também à escrita (daí vem minha audácia) e escreveu um livro verdadeiro, doído e ao mesmo tempo divertido, que deveria ser lido por todos os que estão enfrentando o câncer, intitulado Sala de Espera.
Ela sim sabia escrever e a lição que ficou pra mim é que viver com dignidade e respeito ao próximo e consigo mesmo vale muito a pena!
Aprendi isso com ela. Portanto se eu conseguir educar minhas filhas e passar a mensagem para as duas como ela fez comigo, aí sim serei merecedora de admiração, darei autógrafos a rodo, com muito orgulho! Afastem os paparazzi!
Então, Mariana querida, agradeço pelo almoço, elogios, fotos e até pelos litros espumante que agora se transformaram numa terrível ressaca! Mas, “prestenção”, que quem merece toda sua admiração e pedidos de autógrafo está do seu lado. Aproveite!
Viver vale a pena e ser feliz é o nosso único compromisso nessa vida!
Laura Barreto
“Pelamordedeus” rs, sem dúvida vc faz a diferença na vida de seus leitores, só em ler e vc sempre nos dizendo q ser feliz é um compromisso, recarrega nossas baterias. huhu…VOU SER FELIZ HJ!!!Bj
Agora estou “me achando” com esse texto! A ressaca tá grande mas foi por um ótimo motivo!
Laura, você mexe e remexe com a gente. Obrigada. Beijos